A mansão Marchesi parecia um campo minado em silêncio. Desde o atentado, Darian havia redobrado a segurança — homens vigiavam cada entrada, câmeras foram instaladas em pontos cegos, e ainda assim, ele sentia que algo escapava por entre os dedos. O perigo não vinha de fora, mas das sombras que insistiam em habitar o nome Marchesi. O relógio antigo marcava duas da madrugada quando ele entrou no escritório. O ambiente ainda cheirava a fumaça de charuto, e sobre a mesa, pastas abertas revelavam nomes, datas e rostos borrados por segredos antigos. Darian passou os dedos pelos papéis, mas o que realmente lhe atormentava era a ausência de respostas. Giulio não estava por trás do ataque — ele tinha certeza agora. O velho podia ser duro, c***l, e até desumano em alguns aspectos, mas jamais colocar

