O som da chuva batendo contra as janelas da mansão Marchesi ecoava como um lembrete constante do silêncio que havia tomado conta de tudo desde que Isla partira. Darian permanecia em seu escritório, os dedos tamborilando sobre a mesa de carvalho enquanto o fogo da lareira lançava sombras vacilantes sobre o chão. A solidão era um fardo pesado, e mesmo as paredes — outrora símbolo de poder — pareciam oprimir. Fazia semanas que ele não via Alessandro. O menino estava sob os cuidados das babás, mas nenhuma presença substituía a da mãe. E, embora Darian tentasse se convencer de que estava certo em deixá-la ir, a cada dia a ausência de Isla corroía um pouco mais do homem que acreditava ser feito de ferro. Ele se recostou na poltrona, fitando o retrato de sua mãe sobre a parede oposta. Os traços

