O carro deslizava pela estrada cercada de árvores altas, e o som do motor parecia quase ensurdecedor diante do silêncio que se instalara entre Isla e Ava. O amanhecer tingia o céu com tons alaranjados, mas Isla m*l notava. Seus olhos permaneciam fixos à frente, presos ao horizonte invisível que se estendia para além da cidade que ela deixava para trás. Ava, ainda com os cabelos um pouco despenteados, observava a irmã com uma preocupação contida. Apesar da alegria de ter terminado o tratamento e de finalmente ter uma chance de viver sem as limitações que a doença impunha, ela sentia a tensão de Isla, a sensação de perda que pairava sobre elas. — Você vai ficar bem? — Ava finalmente quebrou o silêncio, a voz baixa, cautelosa. Isla suspirou, apertando levemente a alça da mala contra o peit

