Capítulo 74

1446 Palavras

A manhã trouxe um brilho frio, sem piedade, através das janelas altas da mansão. A casa vivia sob vigília constante desde o incidente com o berço: câmeras, rondas, olhos em cada canto. Mesmo assim, havia uma sensação de vulnerabilidade no ar, uma ferida que ninguém conseguia cobrir completamente. Isla estava na cozinha quando o silêncio foi rasgado por seu telefone tocando com uma chamada sem identificação. Pensou que seria Ava — talvez perguntando como iriam organizar a volta dela — e atendeu com o coração mais leve do que deveria. Do outro lado, uma voz masculina, distorcida, impessoal: — Isla Ferraro? Temos alguém seu. A palavra “alguém” cortou-lhe o ar. O estômago dela virou. — Quem é? — conseguiu dizer. — Onde está Ava? A voz, controlada e c***l, respondeu como quem recita um bil

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