Ava perdeu a noção do tempo dentro daquele quarto frio e m*l iluminado. Não havia janelas, apenas uma pequena fresta por onde um fio de luz amarelada passava quando a porta se abria. O chão de concreto gelado doía nas pernas, e a corda em torno de seus pulsos já havia deixado marcas vermelhas e queimadas. Ela tentava respirar devagar, concentrando-se nos sons — passos, vozes abafadas atrás da parede, o bater de uma porta. Cada ruído era um lembrete c***l de que ainda estava viva. E, talvez, de que não por muito tempo. As horas passavam lentas, e o medo começava a se transformar em algo diferente: uma mistura de desespero e resistência. Ava era forte. Isla sempre dissera isso — “você tem coragem até quando não devia”. Agora, aquelas palavras soavam como uma ironia amarga. Um estalo de fe

