Capítulo 76

1533 Palavras

Ava acordou com o som metálico de uma porta sendo trancada. O coração disparou antes mesmo que seus olhos se abrissem por completo. O quarto — se é que podia chamar aquilo de quarto — era pequeno, iluminado por uma única lâmpada pendurada no teto. As paredes eram de concreto cru, e o frio parecia emanar delas. Ela estava deitada em um colchão fino, coberta apenas por um lençol áspero. A cabeça doía, os pulsos ainda marcados pelas amarras que haviam sido removidas algumas horas antes. Do outro lado da sala, Luca estava sentado em uma cadeira, observando-a em silêncio. O olhar dele era denso, escuro como a noite sem lua. Um olhar que parecia fitar não apenas o corpo, mas a alma. — Finalmente acordou — murmurou ele, a voz rouca, grave, como se tivesse sido moldada pelo fumo e pela raiva.

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