Capítulo 77

1405 Palavras

O tempo dentro daquele galpão parecia distorcido. Ava já havia perdido a noção das horas. O frio do chão de concreto atravessava a fina calça que usava, e o silêncio pesado era quebrado apenas pelo som de passos ritmados — o som dele. Luca. Desde que ela arrancara a máscara do rosto dele, a tensão entre os dois se tornara quase palpável. Havia algo em seu olhar — uma mistura de fúria e contenção — que fazia o coração dela disparar e o ar sumir do peito. Ele se aproximou outra vez, jogando uma garrafa de água a seus pés. — Bebe — ordenou, a voz rouca, grave, e sem um pingo de paciência. Ava levantou o olhar, o queixo erguido em desafio. — Não sou um cachorro pra beber água jogada assim. Um músculo saltou na mandíbula de Luca. Ele se abaixou, aproximando o rosto do dela. O olhar n***o

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