O tempo parecia escorrer lentamente pelas frestas do teto de concreto. Ava estava sentada no chão frio, os joelhos recolhidos junto ao peito, os olhos fixos na porta enferrujada. O ar ali dentro era pesado, e a luz amarelada da lâmpada piscava de tempos em tempos, como se zombasse da sua insônia. Já havia perdido a noção dos dias — talvez dois, talvez três —, mas a preocupação não a deixava descansar nem por um segundo. Ela pensava em Isla o tempo todo. Pensava em como a irmã devia estar desesperada, imaginando-a nas mãos de algum lunático. E, estranhamente, essa era a única coisa que a mantinha firme: a certeza de que Isla não descansaria enquanto não a encontrasse. Um som metálico rompeu o silêncio. Ava levantou o olhar, o coração disparando. A fechadura girou, e a porta se abriu devag

