A manhã chegou sem anunciar o sol. O céu estava coberto de nuvens pesadas, e a mansão Marchesi parecia mais fria do que o normal. Ava acordou antes de todos — ou talvez nem tivesse dormido direito. Passou a noite pensando em Isla e em Darian, imaginando onde poderiam estar e se haviam descoberto algo sobre Giulio. O silêncio na casa era quase sufocante. O som mais alto vinha do relógio antigo no corredor, marcando o tempo com batidas lentas e impiedosas. Alessandro dormia tranquilamente no berço do quarto de Isla, os pequenos punhos fechados, o rostinho sereno, alheio à tensão que pairava ao redor. Ava passou a mão com delicadeza sobre os cabelos finos do sobrinho, sentindo um nó apertar sua garganta. — Sua mãe vai voltar logo, meu amor — murmurou, com a voz embargada. — Ela sempre volta

