Micael O beco estreito e lamacento que levava ao mercado n***o cheirava a pinga barata e pólvora. Cada poste tremulava sob o peso de placas amareladas, grafites de gangues e fios elétricos retorcidos. Minhas botas ecoaram no solo encharcado quando empurrei a porta de metal enferrujada, revelando um salão clandestino. Ali, barris de petróleo iluminavam rostos sujos, negociações às cegas, e caixas de ouro e jóias prometendo aliança com o submundo. Era o universo onde buscava fundos para a caçada a “F.” – um inimigo que corria pelos túneis do Morro enquanto eu afundava mais na lama do poder. Aos fundos, sentado num trono improvisado de pneus empilhados, esperava-me Diniz, velho aliado de dias sombrios. O sorriso dele, um r***o amarelado, era promessa de perigo. Levantei a gola do sobretudo

