Micael A noite caía pesada sobre o Morro, abafando qualquer resquício de dia e lançando sombras profundas nos becos e vilas. Com o ouro de Diniz em mãos, tirei da maleta eletrônica os mapas e as imagens gravadas pelos informantes: o próximo comboio de “F.” passaria pela estrada de paralelepípedos que contornava a antiga pedreira. Os blindados levariam as cartas ritualísticas e artefatos misteriosos — peças-chaves de um culto pervertido que ameaçava incendiar a cidade. Hoje, pela primeira vez, contávamos com recursos reais para interceptar “F.”, e eu não poderia falhar. Monteiros calçavam botas de couro surrado, arma presa ao corpo e olhos atentos. Araújo ajustava o rádio tático, confirmando as posições de cada tropa. Olhei para Lívia, vestida em colete leve e calça preta justa, pistola e

