Jaqueline Narrando Demorou nada depois do almoço pra confusão estourar. Eu ainda tava rindo do padre, meu pai me olhando torto, mas ele não disse nada. Quando um vapor entrou correndo, nos chamando. — Jaqueline! Ratão! Tá dando treta no campinho! Eu e meu pai nos entre olhamos. Sem nem falar nada, levantamos juntos. Primeiro eu subi, tirei a saia, e vesti um short. Cada um foi pra sua moto. Meu coração já acelerado nem era do padre mais, agora era do corre. Montei na minha, ajeitei a cintura, conferi se a Glock tava no lugar e desci o morro a milhão. O vento batendo no rosto e o barulho da quebrada já anunciando o caos. Chegamos no campinho e o bagulho tava doido. Era moleque gritando, outros empurrando, uns pulando nas costas do outro. Tinha até um com a pörra de uma faca na mão. —

