Jaqueline Narrando Fiquei no zero a zero. Não rolou nada. Pra falar a real, até tinha clima, mas aí meu pai apareceu do nada e ficou plantado ali, me vigiando de longe. Não dá pra fazer nada com o coroa de olho, né? Certeza que foi minha mãe que mandou ele vir atrás de mim. Ele mesmo falou que não ia sair de casa. Aposto que ela encheu o saco até ele levantar da cama. Troquei número com o Boy e vazei. Nem parei direito a moto quando cheguei. Meu pai já encostou na hora. — Já veio? — perguntei, ainda tirando o capacete. — Não gostei daqueles pagodeiros — ele respondeu, com a cara mais emburrada do mundo. Eu só ri. Ri porque era óbvio que ele foi obrigado a ir atrás de mim. Nem curte pagode, e ainda tava lá, de braços cruzados, parecendo segurança de boate. Subi pro meu quarto, sem dar

