54 - Jaqueline

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Jaqueline Narrando Cara, eu sabia que tinha alguma coisa diferente no ar. Desde a hora que ele chegou, já dava pra ver no olhar. O padre quer dizer, o Fábio tava estranho. Não estranho de ruïm, mas estranho de quem carregou o mundo nas costas e, finalmente, decidiu largar tudo. A gente conversou, mas não foi como das outras vezes. Dessa vez ele abriu o coração, me falou sobre os sonhos, sobre o que ele deixou passar. Fábio praticamente renunciou a vida dele, para viver o sonho da mãe dele. Isso é admirável. A gente ficou um tempinho quieto, só se olhando. Eu sentada na beira da cama, ele encostado ali na parede, olhando pra mim como se eu fosse a resposta de uma pergunta que ele nem sabia como fazer. Meu coração? Parecia escola de samba no meio do carnaval, disparado. Aí do nada, ele

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