Maitê. Rael ainda respirava fundo, tentando domar o monstro da fúria que morava dentro dele, mas o toque das minhas mãos parecia ser o único calmante eficaz. Ele me puxou pela cintura com aquele jeito possessivo de sempre. — Vamos logo pro Cabeça — ele resmungou, pegando a chave da moto. — Antes que eu mude de ideia e resolva descer esse morro agora. Saímos da minha casa e, assim que montei na garupa da XJ6, senti um arrepio que não era do vento. Olhei de soslaio para a casa vizinha e vi a porta se abrindo. Era a mãe da Brenda. Ela estava acompanhada de um homem alto, com cara de poucos amigos, que eu presumi ser o namorado dela. O olhar da mulher travou em mim, depois no Rael, e a expressão dela era de puro julgamento e choque. Eu sabia que aquilo ia sobrar para a Brenda depois, mas o

