Maitê A festa na laje era um espetáculo à parte. A música alta, as luzes coloridas, as pessoas dançando e rindo. Era caótico, mas vibrante. Eu me sentia uma intrusa no início, mas a Dona Neide me apresentou a algumas mulheres, e aos poucos, fui me soltando. Cabeça também contribuiu para que eu me enturmasse. Ele ficou uma boa parte da festa do meu lado e só saiu quando foi chamado. A presença de Rael era constante. Eu o sentia antes mesmo de vê-lo. Ele estava em todos os lugares, observando, controlando. E eu sabia que ele estava me observando também. Quando ele se aproximou de mim na beirada da laje, meu coração deu um salto. A proximidade dele me causava um arrepio. Ele era perigoso, sim, mas também tinha uma aura magnética que me puxava. — É... é um mundo diferente. Mas eu estou

