Maitê Depois daquele dia da sacola, Rael se tornou uma figura constante na minha periferia de visão. Eu o via nas vielas, no bar, às vezes na laje que ele usava como ponto de observação. Ele estava sempre lá, como um predador silencioso, e eu, como a presa que, inexplicavelmente, não conseguia parar de olhar para o caçador. Cabeça tem se aproximado mais e não vou mentir. Ter um amigo aqui está sendo legal. Sempre que pode ele me ajuda e até quando Rael nos olha parecendo que vai atirar em alguém, Cabeça simplesmente o ignora assim como eu. Minha rotina seguia, da mercearia para casa, de casa a procura de um novo emprego, afinal, queria um lugar com um pouco mais de estabilidade e que se possível pagasse um pouco melhor. Meu serviço ali era mais um quebra galho. No meio disso tudo uma

