Capítulo 23 RUSSO NARRANDO Enquanto a muda e a encrenca foram lá pra dentro do iate, eu fiquei do lado de fora com o GT. Precisava de ar. Precisava de qualquer coisa que me mantivesse no lugar. Bolei um baseadö com calma demais, daqueles que a gente enrola só pra ocupar a cabeça, e acendi, puxando a fumaça devagar, sentindo o peito aliviar um pouco. Eu não ia cheirar, ia ficar de boa. Não queria ficar loucão, talvez tomasse uma bala, mas ainda tava analisando, tudo ia depender do andar da carruagem. GT abriu o whisky como quem abre rotina. O som da garrafa estalando foi seco. Familiar. — Tá de boa, GT? — perguntei sem olhar pra ele. — Tô, Russo. Por quê? — respondeu, servindo os copos. Virei de lado, encostei no corrimão do iate. — Não quero tu de intimidäde com a muda filho da pu

