bc

DOCE VENENO

book_age18+
478
SEGUIR
3.6K
LER
vingança
HE
diferença etária
amigos para amantes
dominante
badboy
colarinho azul
doce
bxg
paixões infantis
musculoso
friends with benefits
like
intro-logo
Sinopse

No alto do Vidigal, onde o poder se impõe na bala e o silêncio vale mais que promessas, Russo manda.Aos trinta e sete anos, ele já viu tudo: traições, mortes, vício, perdas. Não acredita em amor. Acredita em controle. Em ordem. Em sobrevivência. E o morro é responsabilidade dele. Quando uma denúncia anônima chega até seus ouvidos, Russo não espera envolvimento. Apenas justiça.Uma menina vive em cárcere, espancada pelo próprio pai.O que ele não esperava era Fernanda.Dezessete anos. Calada. Assustada. Marcada por dentro e por fora.Resgatada do inferno, direto para dentro da casa do homem mais perigoso do Vidigal.Ele jura que é temporário.Jura que é proteção.Jura que não sente nada.Mas o silêncio dela começa a gritar dentro dele.E quanto mais Russo tenta manter distância, mais percebe que o verdadeiro perigo não está no morro…Está no que cresce entre eles.Porque alguns amores não salvam.Alguns envenenam.E o mais doce dos venenos…é aquele que a gente jura que nunca vai provar.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Capítulo 1
Capítulo 1 RUSSO NARRANDO Eu aprendi cedo que o silêncio pesa mais do que tiro. No morro, quem fala demais morre. Quem pergunta demais some. E quem cala sobrevive. Foi assim que eu cheguei até aqui. Foi assim que eu virei o dono do Vidigal. Foi assim que eu enterrei tudo o que ainda podia doer. Trinta e sete anos nas costas. Uma vida inteira acostumado com sangue, ordem imposta, medo controlado e respeito arrancado à força. Não romantizo o que sou. Nunca precisei disso. Eu mando porque sei mandar. O morro funciona porque eu não deixo virar bagunça. Simples. Ou pelo menos era. O dia começou como qualquer outro: reunião com os vapores, cobrança atrasada, um problema pequeno demais pra virar guerra, grande demais pra ignorar. GT tava do meu lado, como sempre. Gustavo desde moleque comigo, antes de tudo virar isso aqui. Ele sabe quando falar. E, principalmente, quando ficar quieto. Foi ele que me entregou o celular. — Chegou isso aqui pra você — disse, seco. Número desconhecido. Mensagem curta. Sem rodeio. 📲 Número desconhecido Ela tá presa. Apanha todo dia. O pai tranca dentro de casa. Vai acabar morta. Avisa o Russo. Nada de nome. Nada de endereço. Nada de pedido. Só a constatação. Denúncia. O tipo de coisa que muita gente prefere fingir que não vê. Não comigo. Eu não sou bom. Nunca fui. Mas tem uma linha. E quando alguém cruza, eu faço questão de puxar de volta nem que seja pelos cabelos. — Onde? — perguntei, já levantando. GT entendeu na hora. Cinco minutos depois, a gente tava descendo o morro em dois carros, sem alarde, sem aviso. Ordem minha. Quando o aviso vem antes, o covarde foge. A casa ficava num beco estreito, daqueles que o sol mäl entra. Portão enferrujado, janela fechada mesmo com o calor estourando o dia. O tipo de lugar que já te diz tudo sem precisar de palavra. Foi aqui que o silêncio começou a me incomodar. Bati no portão. Nada. Bati de novo, mais forte. — Abre — falei, a voz baixa, perigosa. Demorou. Passos arrastados. Uma tranca puxada com raiva. Um homem apareceu. Olhar sujo, mão trêmula, cheiro de álcool velho misturado com coisa pior. Não precisei perguntar quem era. — O que você quer? — ele rosnou. Eu empurrei o portão e entrei. — Você sabe exatamente o que eu quero. Ele tentou falar alguma coisa. Não deu tempo. GT já tinha segurado o braço dele. Um dos caras empurrou a porta da casa. Foi aí que eu vi. Não vi sangue. Não vi grito. Não vi cena espalhafatosa. Vi uma menina. Sentada no chão, encostada na parede, joelhos puxados contra o peito. Magra demais. Olhos grandes demais. Silêncio demais. Ela não levantou a cabeça. Não se mexeu. Não chorou. Nada. Isso me deu um soco seco no peito. — É ela? — alguém perguntou atrás de mim. Eu não respondi. O pai começou a gritar. A justificar. A xingar. A dizer que ninguém tinha nada a ver com isso. Que era filha dele. Que educava como queria. Eu caminhei devagar até ele. — Encosta nela de novo — falei baixo — e você não sai vivo dessa casa. Ele riu. Riu nervoso. Riu errado. — Quem você pensa que é? Eu cheguei perto o suficiente pra ele sentir. — Eu sou o fim da sua sorte. Não precisei fazer mais nada. Os caras entenderam. O homem foi levado pra fora. Gritando. Implorando. Prometendo. Mentindo. Eu não ouvi mais nada. Minha atenção tava nela. A menina levantou o olhar devagar. Olhos fundos. Assustados. Porém lindos, cor de mel, penetrantes intensos, nunca vi igual. Mas não tinha desespero. Tinha algo pior. Resignação. Quem já aceitou que ninguém vem salvar. — Qual seu nome? — perguntei. Ela não respondeu. — Você consegue falar? Nada. Ela só apertou mais os braços em volta do corpo. Como se estivesse tentando desaparecer aqui mesmo. Alguma coisa dentro de mim quebrou. Eu não sou salvador. Nunca fui. Não me meto onde não sou chamado. Não faço caridade. Mas isso aqui não era caridade. Era responsabilidade. — Leva ela — falei pros caras. Ela se encolheu na hora. Olhos arregalados. Pânico puro. — Ei — falei mais baixo, me abaixando à frente dela — ninguém vai te machucar. Acabou. Ela não acreditou. Eu vi no jeito que ela tremia. E não culpei. Quando ela passou por mim, senti o cheiro de medo. De coisa velha. De abandono. — Vai levar ela pra onde? Não tem barraco disponível e nem lugar seguro pra gente deixar ela. — GT perguntou, já no carro. — Porrä! E a tia da igreja? — Viajando Russo. A gente não pode deixar essa garota em qualquer lugar é nítido que ela está com medo, lá em casa não tem lugar, tá uma bagunça, a gente tirou ela da casa dela, o mínimo é dá um abrigo mesmo que seja provisório, até arrumar outro lugar certo. Eu devia ter mandado pra um abrigo. Pra algum lugar longe de mim. Longe do que eu sou. Mas eu olhei pelo retrovisor. Ela tava sentada no banco de trás, encolhida, olhos perdidos, como se qualquer lugar fosse igual. — Pra minha casa — respondi. GT virou pra mim devagar. — Russo… — É por poucos dias. Até porque com a vida que levou é impossível deixar ela na minha casa por muito tempo. O carro subiu o morro em silêncio. Ninguém falou nada. Ela não fez barulho. Nem respirava direito. Quando chegamos, a casa pareceu grande demais pra ela. Luxo demais. Estranha demais. Ela ficou parada na porta, sem saber se entrava. — Aqui é seguro — falei. Ela entrou. E nesse momento, com a porta se fechando atrás da gente, eu tive a certeza de uma coisa: Trazer essa menina pra dentro da minha casa não ia mudar só a vida dela. Ia föder a minha inteira. Porque o silêncio dela já tava gritando dentro de mim. E eu nunca tive medo de guerra nenhuma. Mas pela primeira vez, tive medo de mim perto dessa garota. . . . . . 📍Querem mais capítulos? Não deixem de reagir e comentar sobre o capítulo, a autora fica feliz e libera mais.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

O Lobo Quebrado

read
125.4K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

De natal um vizinho

read
13.9K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.6K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Menina Má: Proibida Para Mim

read
1.6K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook