Capítulo 24.

1109 Palavras

Capítulo 24 GT NARRANDO Eu sabia que uma hora ia ter que encarar isso. Não dava mais pra fingir que não tava acontecendo. Não dava mais pra empurrar com a barriga, fingir que o tempo ia resolver o que eu mesmo destruí. Samara não era um problema pra depois. Samara era a ferida aberta que eu fingia não sangrar. E ela sangrava. Por minha culpa. O morro tava estranho hoje. Silencioso demais. Esse tipo de silêncio que não traz paz, traz aviso. Mesmo assim, eu subi pra casa dela. Não mandei recado. Não pedi permissão. Se ela fosse me mandar embora, que fosse olhando na minha cara. Parei em frente ao portão e respirei fundo. Eu, que já enfrentei troca de tiro, invasão, morte, não sabia como bater na porrä desse portão. Bati. Uma vez. Duas. Demorou. Quando ela abriu, o olhar dela me

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