Capítulo 77 RUSSO NARRANDO Eu precisei respirar antes de dar o segundo passo pra dentro da casa. Eu precisava ser frio. Precisava ter controle. Ficar frente a frente com ela sempre foi um gatilho pra mim. Não importa quantos anos passem. Não importa quantos homens eu mande matar. Ela sempre soube exatamente onde apertar. Ela estava aqui. Em pé. Com a arma na mão. Meu filho agora no carrinho. O mesmo sorriso torto de sempre. — Você sabe que eu vou matar ela, né? Depois do Augusto brincar com ela, claro. — Ângela falou sorrindo. Eu não respondi de imediato. Eu fiquei olhando pra ela. Tentando manter o peito parado. O sangue quieto. O passado sob controle. Ela sempre foi assim. Sempre atacou primeiro. Sempre provocou. Sempre tentou me fazer perder a cabeça. Eu dei uma

