Quando ela estendeu a mão pra mim naquela noite, eu quase não acreditei que era comigo. A mão pequena. A palma aberta. O convite silencioso que nenhum homem merece duas vezes. Eu fiquei alguns segundos olhando para ela, como se aquele gesto simples fosse um holofote apontado direto nos meus erros. E, mesmo assim, ela não recuou. Mariana não recua quando acredita em alguém. E isso sempre foi o que mais me destruiu… e o que mais me salvou. Levantei devagar, como se o chão pudesse desabar caso eu me movesse rápido demais. O coração batendo fora do ritmo, a garganta seca, a alma cansada. E ainda assim… havia uma paz estranha me rodeando. A paz que só existe quando alguém decide ficar, mesmo depois de conhecer suas ruínas. Quando chegamos ao quarto, ela não disse nada. Só ligou o c

