Pré-visualização gratuita Capítulo 1
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Allana
Ao longo da minha vida, sempre vi homens e mulheres que eram amigos, virarem melhores amigos, em seguida estudarem a boca um do outro com a língua. Não posso negar que comecei a ficar um pouco descrente nesse quesito após comprovar observando de longe vez após vez essa tentativa de homem e mulher serem melhores amigos. Quer dizer, é uma linha bem tênue após virar melhores amigos, eles passam a compartilhar literalmente tantas experiências íntimas, e negar até o fim que tem algo a mais, e de repente pagar com a língua. Enfim, não sei se nunca foram de verdade melhores amigos ou esse é um quesito novo de atração que nunca experimentei na vida.
No final do colegial conheci uma garota que era bem peculiar eu diria. Ela tinha as pontas dos cabelos tingidos de rosa e usava roupas alegres e coloridas. Mas isso não a fazia estranha, muito pelo contrário, a fazia diferente e isso me fez gostar dela logo no início. Seu nome era Érica, tínhamos a mesma idade na época e foi fácil nos entrosarmos, mas quando chegamos ao meio do semestre Érica começou com uns assuntos de que a casa ao lado da sua, após quase um ano vaga, foi finalmente alugada. E desde então ela falava mais vezes do que eu gostaria do mesmo assunto: O casal que tinha se mudado para lá e agora seus novos vizinhos e o filho deles Peter. Era um tal de Peter é tão lindo, Peter e aquele cabelo macio, Peter e aquele corpo divino, Peter é tão engraçado, como as horas passam rápido ao lado dele... Eu não podia deixar de rir com ela falando assim, mas com o passar dos dias, os dois foram ficando próximos e viraram segundo eles "melhores amigos". Ela dizia o quanto era bom conversar com ele, trocar ideias, ter uma perspectiva masculina da coisa toda que a gente vivia no dia a dia.
De início eu não posso negar, tive um desejo de experimentar o mesmo. Nunca tinha tido um melhor amigo do sexo oposto, seria mesmo essas mil maravilhas?
Comecei a achar que poderia dar certo de verdade esse tipo de relacionamento, afinal após uns seis meses eles ainda estavam com seus respectivos namorados, nada de mão naquilo, nem aquilo na mão ou ao menos Érica jurava que era assim. Afinal ela ainda tinha seu namorado, o qual já tinha dois anos e Peter após um mês de sua mudança tinha conhecido Paula em seu curso de inglês e a mesma não perdeu tempo em mostrar o interesse de conhecer a língua dele, então parecia realmente uma amizade muito bonita.
Mas após um tempo, comecei a notar que minha amiga falava mais o nome do seu melhor amigo nas nossas conversas do que o do seu próprio namorado. Então eu comecei a insinuar algum interesse dela em cruzar a linha, mas ela jurava de pés juntos que não era assim que ela via ele.
Só que antes mesmo do natal ambos estavam solteiros de repente e se conhecendo bem internamente, para falar com todas as letras pareciam que estavam no cio. O tanto que se agarravam pelos cantos e nesse meio tempo vi bem pouco minha amiga, já que ela estava aprendendo novas línguas com o Peter. E isso era dia da semana, finais de semana, manhãs, tardes e noites.
Mas esse tipo de paixão avassaladora não dura muito ou será que estou enganada? Pois bem, não sei ao certo, mas a julgar pelo exemplo de Érica e Peter, após 3 meses de pegação intensa, cada um foi para o seu lado e não só cada um foi para o seu lado como a amizade parecia ter sofrido algum tipo de desgaste.
Quer dizer. Como você volta a ser melhor amigo e contar todas as intimidades para uma pessoa que já viu a sua i********e? E quando digo isso não quero dizer o dia-a-dia intimo se é que me entendem. Pois então, eles ainda se cumprimentavam de longe, mas a amizade não foi mais a mesma. E isso reforçou minha convicção de que homens e mulheres não conseguem ser melhores amigos sem que as coisas se compliquem.
Alguns anos depois, me descobri redondamente enganada a respeito disso. É meu povo eu estava errada, é possível, pasmem! É possível ter um relacionamento de melhor amigo entre um homem e uma mulher sem eles chegarem as vias de fato, sem interesses românticos, fantasias sexuais, só amizade pura. E sei disso porque eu estou a quatro anos sendo melhor amiga de um homem e nunca tivemos nada ou qualquer contato romântico e estamos bem com isso.
Bem, tudo começou no primeiro semestre da faculdade quando conheci o Matt, mais conhecido como Matt Johnson. Não sei bem porque não me interessei por ele romanticamente assim de cara, porque era nítido que muitas outras garotas estavam mais que interessadas nele, nessa área.
Não que ele quisesse elas da mesma forma, é claro. Era o oposto, Matt era o tipo de cara solteiro convicto que pega todas as mulheres, mas não quer compromisso e talvez por isso que não me interessei por ele dessa forma, afinal ele era bonito, muito bonito de fato e isso era um perigo para as mulheres e seus corações frágeis. Era isso ou talvez fosse meu subconsciente já me protegendo de qualquer queda, ou talvez porque eu já tinha batido os olhos em outro cara... Ethan.
Ethan que era o oposto do Matt aparentemente. Mais focado nos estudos, inteligente, não ficava olhando para todas as garotas que passavam, não, Ethan era o típico cara focado no futuro, vocês poderiam até dizer que ele é meio nerd ha ha.
Mas Ethan não era feio apesar de ser dessa forma. Não é que não tivessem garotas desejando ele, pelo contrário, ele podia não ter o porte tão forte como o Matt, mas também poucos teriam. Matt era alto, 1,85cm ou 1,86 cm talvez, bem constituído, seus olhos eram de um azul intenso e no rosto tinha uma barba bem baixinha, aquele estilo de barba por fazer sabe? Era realmente sexy aquela barba contornando seu queixo quadrado. Seus cabelos castanhos escuros caiam na testa e ele descuidadamente empurrava para cima com impaciência sem nem se dar conta de que isso parecia uma delícia para as mulheres a sua volta.
Já Ethan devia ter seus 1,80 cm, com um porte de nadador, seu corpo era forte também, mas em menor quantidade. Seus cabelos eram castanho-claro, um pouco mais escuro do que os meus que eram loiros e seus olhos num tom de verde amendoados e de repente eu quis que aqueles olhos amendoados se desviassem das linhas do livro que o vi lendo no lado oposto do campus e se fixasse em mim em um momento mais íntimo.
Já se sentiram assim? Foi assim que me senti com Ethan desde o início, querendo roubar sua atenção para mim e tudo começou aí. Ambos eram bem mais altos do que eu que tinha 1,60 cm mas eu não me achava pequena, apesar de perto deles eu me sentir assim. Mas eu considerava a minha altura na média, normal eu acho. De qualquer forma não demorou muito para o Ethan também se interessar por mim. Claro, eu tinha forçado um esbarrão ou dois com ele num dos corredores da faculdade. E ele não demorou muito em pedir meu telefone depois disso e mais uns três encontros ele pediu para namorar comigo.