Pelo menos duas vezes ao ano, meus pais sempre viajavam para o interior do sul do Brasil, com o propósito de descansar a cabeça dessa vida agitada que levamos na cidade grande. Lá reencontravam alguns parentes e amigos da época em que ainda moravam naquela região, e contra a minha vontade era obrigada a acompanhá-los, visto que com meus dezessete anos não tinha muita escolha e como sempre fui muito obediente, nem discutia sobre a possibilidade de ir ou não. Tudo nessa viagem era de amargar, a começar pela época que coincidia com meu aniversário e, portanto, raramente tinha o prazer de aproveitar uma festa ou um passeio de minha preferência com os amigos. Depois pela distância que tornava essa viagem extremamente cansativa, uma vez que olhar as listras da estrada por 1200km era uma verda

