Pré-visualização gratuita capítulo 1
***CAPÍTULO 1***
LIAM VINCE NARRANDO
O sol de abril invadiu meu quarto, estranhamente depois de tanto tempo silencioso, ouço o cantar dos pássaros, é como se eles entendessem minha dor, 1 ano de luto, um ano sem minha esposa ao meu lado, um ano sem ouvir sua voz, sem ouvir sua risada, sem sentir sua presença, um ano depois do seu carro perder o controle e embater contra o poste, ela não resistiu aos ferimentos acabando por falecer no hospital.
Sabe o que é mais surpreendente?
Os médicos conseguiram salvar minha filha, Lila, nome dado por sua amada mãe, que nasceu prematura enquanto tentavam salvar a vida das duas.
Um milagre aconteceu e Lila resistiu sem precisar de cuidados extras. Minha amada filha sobreviveu.
- Liam? Está acordado?
- Pode entrar, Elena.
Digo ajustando minha camisa, é primavera, entretanto hoje em especial está muito quente. Ouço a porta abrir e Elena entrar, ela é a irmã mais nova da minha falecida esposa, antes da minha falecida esposa morrer, Elena veio morar conosco pela facilidade e praticamente para continuar com os estudos, sua família, a família da minha esposa é de classe baixa, não tinham condições de dar melhor apoio financeira, sugeri que ela viesse morar aqui até se estabilizar.
Atualmente com 22 anos, cursando administração no seu terceiro ano, ela está realmente se dedicando aos estudos.
- Vim ver se precisa de ajuda.
Oh? Sorrio.
- Não deveria estar a caminho da faculdade?
Perguntei, ela deveria se concentrar para provas.
- Só vim me certificar se não precisa de nada antes de ir.
Saio do quarto, entrei à porta ao lado do meu quarto, Lila está em pé no seu berço, minha menina acordou.
- Bom dia princesa do papai.
Ela ergueu as mãozinhas pedindo colo, a carreguei nos meus braços, beijei sua bochecha.
- Você está ficando comportada, não chora mais ao acordar.
Lila sorriu.
- Vamos tomar banho, hoje você irá à empresa comigo.
Murmurei para minha filha.
- Ela não vai atrapalhar sua concentração?
Elena perguntou-me enquanto me seguia para o banheiro da Lila.
- Hoje é dia de assinar documentos, dia leve.
Falei enquanto tirava o pijama da Lila, tirei sua fralda descartável que estava caprichada, joguei no lixo, dei banho na minha menina, quando ela estiver limpa, com certeza fará barulho.
- Aqui está.
Elena entregou-me a roupinha da Lila, com habilidade, a vesti, depois de passar perfume e calçar sapatos, nós descemos para comer.
- Liam?
Desviei olhar da Lila para olhar para Elena.
- Você poderia me dar um novo carro? Estou entediada com meu carro.
Não é problema.
- Vá até a garagem e escolha um carro.
Falei calmamente, minha filha puxou minha mão.
- Calma princesa.
Murmurei colocando uma colherinha na sua boca, ela balançou a cabeça gostando da sua papa, depois que ela ficou satisfeita, limpei sua boca, dei água para beber.
- Vá à faculdade, não pode negligenciar seus estudos.
Aconselhei, Elena assentiu, ficou em pé e desapareceu da minha vista.
- Senhor.
Zara a governanta disse enquanto se aproximava, ela olhou para entrada antes de me encarar.
- Algum problema?
Perguntei.
- Você não deveria mimar tanto, senhorita Elena, ela pode confundir sua bondade com amor.
Amor? Ela é irmã da minha falecida esposa.
- Não diga besteira, a vejo como uma irmã.
Esclareço.
- O senhor esqueceu?
Esqueci o quê?
- A promessa que fez.
Levantei uma sobrancelha.
- O senhor prometeu a família dela que ao se tornar maior, você se casaria com ela.
O quê? Rapidamente fiquei em pé.
- Eu não me recordo dessa promessa.
- Quando recebeu a notícia da morte da falecida, a família dela tentou fazer um escândalo, senhorita Elena sugeriu que para quitar a dívida da filha ter falecido tão cedo, ela se casaria com você.
Oh? É isso? Sentei na poltrona.
- Claro que lembro disso, conversei com Elena, ela mesma me explicou que era para acalmar os ânimos da família, que não há motivos de nós...
Esclareço para que não vire fofoca nem rumores, não pretendo me casar com Elena.
- Não pretendo me casar com Elena.
Esclareço.
- Assim que ela terminar a faculdade, vou comprar uma casa, dar-lhe um bom dinheiro para viver sem preocupações.
Eu a vejo como irmã, uma lembrança e ligação do amor que minha falecida esposa tinha por ela, jamais vou tocar ou olhá-la como mulher, é um desrespeito autêntico à memória da minha esposa.
- Hoje vou com minha menina ao trabalho, prepare sua mochila.
Peço.
- Sim, senhor.
Levei minha menina nos braços, ela puxou os pés para baixo, ela quer andar, a deixei no chão, Lila deu alguns passos rápidos e caiu no chão, ela levantou, continuou andando para os conjuntos dos sofás, ela quer assistir TV, alcancei o remote ligando a TV, com muito esforço ela subiu no sofá e sentou.
Enquanto eu tomava café da manhã, ouvia suas palmadas tentando seguir o ritmo da música dos desenhos animados, por diversas vezes ela ficou em pé, pulou, imitou gritos por fim, sentou novamente.
- Aqui está, senhor.
Disse Zara entregando-me sua mochila.
- Obrigado.
Digo ficando em pé.
- Lila, hora de irmos.
Digo carregando minha filha, ela sorriu docemente, entrei na garagem, hoje vou usar meu Mercedes, destravei a porta, coloquei Lila na cadeirinha, entrei no carro e saí dirigindo calmamente pelas ruas de Flórida, estacionei o carro em frente a uma pequena loja, quero comer sumos naturais para Lila, desci do carro, carreguei Lila no colo, é muito perigoso ela ficar no carro, m*l há espaço para estacionar, há riscos de acidentes, entramos na loja, como estava um pouco cheio, deixei Lila no chão para brincar enquanto sigo a fila, comprei os sumos e frutas, peguei a mão da Lila, saímos da loja.
- Liam, quanto tempo?
Olhei para o indivíduo na minha frente, tentei lembrar de onde o conheci.
- Miguel?
Digo puxando a memória, ele sorriu e nós nos abraçamos.
- Cara, quanto tempo? Desde a faculdade.
Nós fomos colegas de faculdade, depois da graduação, ele simplesmente sumiu.
- Tive uns contratempos e saí da cidade, voltei recentemente, é bom ver você.
- Muito bom, o tem feito?
- Estou atualmente desempregado..
- Passe da minha empresa.
Abri minha carteira e o entreguei meu cartão.
- Peça para falar com meu....
Nós ouvimos pneus cantando e do nada o choro da minha filha, olhei para baixo, Lila? Ela estava aqui segurando minha mão.
- Lila?
Gritei chamando, rapidamente olhei para os lado desesperadamente, ela estava aqui.
- Lila?
Chamei, quando vejo minha filha nos braços de uma mulher.
- Lila princesa....
Eu senti meu rosto arder.
- Você é irresponsável, como pode deixar uma criança sem supervisão? Eu quase atropelei ela.
Lila começou a chorar.
- Está tudo bem, princesa, titia não quis assustar você.
Suas mãos envolveram em torno do corpo da minha filha com tanto cuidado que fez meus lábios sorrirem, aquela mulher desconhecida beijou topo da cabeça da Lila que parou de chorar, ela é tão linda, seus cabelos morenos estão perfeitamente arrumados, seu rosto implacável, ela é, meus olhos vagaram pelo seu corpo, sorrio, ela é perfeita.