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" Não podemos confiar no destino"
Nunca vi uma frase tão real. Eu me chamo Natali guerra Smith, tenho 17 anos e moro em todos os lugares, como assim? Eu vou explicar.
Meu pai (Téo) estava fugindo da polícia após ser acusado de dois crimes que não havia cometido. Um deles que era o mais comentado, era a morte do milionário Otávio Olivares, simplesmente o homem mais rico do país. E o outro um atentado numa escola pública, onde morreu 300 pessoas no total, maioria crianças e adolescentes. O meu pai já havia fugido antes do meu nascimento pois a família da minha mãe (Anélly)não o aceitava por ele ser pobre, então Os dois resolveram fugir, e desde alí passaram a viver roubando. Até conhecerem Otávio Olivares e trabalharem para ele, as nossas vidas estavam indo muito bem, até o dia da morte do empresário. Sem provas de que era inocente, o meu pai resolveu fugir com toda a sua família, inclusive eu é claro. Meus tios (Diego e Nelson) também foram conosco, e daí por diante nossa casa passou a ser em todos os lugares.
Quase 10 anos se passaram, e continuamos na mesma vida, fugindo de um lado para o outro, de acampamento para acampamento. Todos da minha família, exceto eu, não podia sair do acampamento para ir até a cidade pois seriam reconhecidos. Já eu podia ir para qualquer lugar, pois até quando morava na cidade, eu não era vista e eu nunca entendi porque. Ninguém nunca soube que meus pais tiveram uma filha, então isso me dava liberdade de ir para a cidade e patinar que era o que eu mais amava fazer. Eu achava que aquela seria a minha vida para sempre e já tinha aceitado viver assim, até um certo dia que...
Meu irmão mais velho (Guga) lia o jornal e eu vi a matéria principal que falava do meu pai.
Natali - papai, estão falando de você, estão te chamando de terrorista, você não vai se defender?
Téo - não tem o que fazer, minha filha. Vamos procurar outro acampamento mais seguro.
Natali - um acampamento seguro? É isso que me diz? Estão te acusando de crimes horríveis que você não cometeu e é isso que diz? Procurar um acampamento seguro?
Anélly - Natali, não discute com o seu pai!
Natali - papai, temos que fazer alguma coisa!
Téo - não tem o que fazer!
Guga - na verdade tem!
Téo - Guga...
Natali - o que você sabe, Guga?
Guga - tem uma coisa que pode provar a inocência do nosso pai na morte do Otávio Olivares.
Natali - é sério isso?
Téo - é!
Guga - é um Pen drive!
Natali - e onde está esse Pen drive?
Guga - está com o Tobias salvador, o diretor do colégio independente real Brasil.
Anélly - porém, não tem jeito de falarmos com ele!
Guga - a Natali pode!
Téo - não! De jeito nenhum.
Natali - más, por quê não, papai?
Téo - é perigoso! Você não vai!
Natali - más, ninguém sabe da minha existência!
Téo - aquele homem sabe.
Natali - aquele homem mora em outro estado, qual é a chance de nos encontrarmos de novo?
Téo - não podemos confiar no destino, Natali.
Natali - por favor, papai! Me deixa te ajudar!
Pois bem, esse era o plano, eu ia entrar no colégio, me passar por uma adolescente normal como qualquer outra, pegar o Pen drive, provar a inocência do meu pai e vivermos felizes para sempre, porém não foi bem isso que aconteceu. Foi a missão mais complicada de toda a minha vida, e eu vou explicar com detalhes.
Diego um dos meus tios chega assustado onde estávamos.
Anélly - Diego, o que você tem?
Diego - é o Luca!
Anélly - o que tem o meu filho?
Diego - desapareceu! Não está em canto nenhum do acampamento!
Téo - o quê?
Natali - será que ele não tá na cidade?
Téo - Deus queira que não! Se alguém o ver, vai acabar reconhecendo ele!
Natali - eu vou atrás dele!
Pois bem. Eu fui buscar o Luca na cidade. Meu irmão tinha apenas 8 anos de idade, mas, todos sabiam quem ele era. A única da família que ninguém sabia da existência, era eu.
Fui até a cidade e de longe avistei o meu irmão conversando com um rapaz de mais ou menos 24 anos. Estava de patins e capacete e fui lá.
Natali - vem garoto!
Fábio - quem é você?
Luca - é a minha irmã!
Eu puxei o Luca e saímos rapidamente de lá, porém, aquele rapaz nos seguiu. Eu deixei o Luca num carro que o meu primo Pedro tinha acabado de roubar e entrei numa locadora para despistar o rapaz.
O rapaz também entrou na locadora. Enquanto eu estava disfarçando olhando os dvds, ele foi até a atendente.
Fábio - bom dia! Por acaso viu uma garota morena de mais ou menos 17 anos, com patins por aqui?
Funcionária - eu não sei! Eu não prestei atenção, porque? é a sua namorada?
Fábio - é!
Funcionária - deve está pelo os corredores!
Quando o vi se aproximando, joguei vários imóveis no corredor para atrasá-lo e sai patinando depressa da locadora.
Fábio - espera, por favor! Eu só quero conversar!
Aquele homem continuava a me perseguir. Eu fugi pela a rua e ao atravessar sem olhar direito, caí no chão e por pouco não fui atropelada por um carro. No momento em que eu já cobria os meus olhos com as mãos. O motorista freou na hora. Ele sai do carro claramente bem irritado.
Thiago - que idéia é essa de ficar brincando no meio da rua, hein menina? Eu poderia ter te matado...
No momento em que nos olhamos, ele parou de falar e ficou me encarando. Era um rapaz lindo, aparentemente muito rico. Estava encantada por ele, e por a forma como ele me olhava. Meu coração estava tão acelerado que parecia que ia saltar pela a minha boca a qualquer momento. Minhas pernas, embora eu estivesse sentada no chão, estavam trêmulas. Nunca tinha me sentido assim antes. Tinha muitas borboletas no meu estômago, era como se eu tivesse encontrado algo que procurava a muito tempo.