3 - Ressaca

2219 Palavras
Dia Seguinte Parece que passou um caminhão por cima de mim, estou completamente acabada minha cabeça dói em um ponto que se fosse para mim, morrer eu escolheria agora. O barulho do chuveiro do meu quarto e ligado, na hora eu tomo um susto fazendo pular da cama, quem está usando o chuveiro do banheiro? Sendo que estou sozinha no meu quarto, eu acho. — Só pode ser brincadeira. — Vou para o banheiro e quando abro a porta vejo Lucas tomando banho. — Que bela visão hem! Digo com um sorriso sacana no rosto, ele me olha e mostra a língua. Minutos depois ele sai e chegou a minha hora de tomar banho, pego as coisas que preciso e vou para o banheiro. — Vai querer remédio? — Olho para ele e nem preciso dizer nada, minha cara de acabada já deu para entender tudo! Tomo um banho super rápido, visto uma roupa confortável e desço indo para sala encontrado Liv jogada no sofá tomando leite puro. — Já não basta o leite do meu irmão, quer tomar outro também? — Digo dando risada, ela bate no meu braço e volta assistir o desenho que tá passando na TV. — Ouvi você gemendo igual uma louca do quarto ao lado e não reclamei com vocês então me deixa em paz. — Olho para ela de boca aberta que continua tomando o leite tranquilamente. — Como você sabe? — Entrei por acaso no quarto com o Edu. — Nojento viu.—Digo mostrando a língua para ela, levanto e vou para a cozinha na esperança de achar algo para comer. — Cadê os pais Edu? — Então, o pai foi para uma viagem a negócios e a mãe foi com ele. — Diz Edu dando de ombros. — Mas eles disseram quando vão voltar? — Meus pais mandaram mensagem dizendo voltar sexta à noite, então deve ser a mesma coisa com os pais de vocês. — Lucas entra na cozinha falando. — Verdade, eles trabalham no mesmo lugar. No final de tudo eu acabei comendo dois pães com mortadela e tomando suco de laranja, ficamos os quatro na sala jogados iguais trapos de lixo, esperando ter alguma ideia do que poderíamos fazer. — Mais um dia faltado na escola com sucesso. — Liv fala soltando um suspiro. — Quem foi o i****a que deu uma festa em plena segunda? — Diz Lucas enquanto massageava a testa. — Eu não sei, mas nós que fomos os idiotas que encheu o r**o de bebida e agora estamos aqui assim, mortos por dentro. — Edu disse fechando os olhos e deitando no sofá. Dou de ombros e me aconchego no sofá. — Pego as matérias de hoje com as garotas da sala e tá tudo ótimo, não sei vocês. — Estudiosa agora? Desde quando isso? — Liv me olha esperando por minha resposta. — Desde que eu estou ferrada em muitas matérias, e olha que nem começou o ano direito, minha querida melhor amiga! — Digo com ironia. Lucas e Liv ficaram pouco tempo, logo foram embora ficando apenas eu e Edu sozinhos em casa. — Bom, vou subir pro meu quarto! — Não espero ele falar e quando ia levantar sou puxada para sentar de novo. — Meu deus hem! O que foi? — Maria Eduarda seja sincera comigo, você gosta do Lucas? Meu amigo, assim que ele terminou a frase não passa nem sinal de Wi-fi por todos os buracos que possa imaginar do meu corpo! Paralisei na hora, não faço a mínima ideia do que responder e eu também nem sei o que sinto pelo Lucas. — Não sinto nada por ele Edu, para de ser doido garoto. — Digo fingindo o máximo possível. — Eu percebo quando sente ciúmes dele, você não gosta de nenhuma menina que ele ficou até hoje tirando você. — Olho indignada para ele, como ele sabe que fico com o Lucas? — Nem adianta perguntar como eu sei que você dá umas escapas e vai ficar com ele. — Eu não sei beleza? Eu só quero ficar solteira e aproveitar minha adolescência enquanto posso! — Eu te entendo, mas não se confunda com os seus sentimentos. — Ele diz como se fosse a coisa mais fácil de se fazer, esse corno ferrado. — Eu me viro com os meus problemas! Não precisa se preocupar, aliás, você deveria parar de iludir minha amiga. — Eu? Eu nem iludo ninguém, e sua amiga que diz gostar de mim e quando eu dou trela ela vem. — Fala direito dela, seu palhaço! — Meto o tapa no seu braço. — Tá bom! Foi sem querer não vou mais falar assim dela, agora se você me der licença vou assistir minha série e dormir um pouco. — Preguiçoso demais mesmo. — Reviro os olhos, ele mostra o dedo do meio para mim e sobe as escadas correndo. Fico sentada no sofá olhando pro nada, o tempo vai passando e não sei mesmo o que fazer nessa tarde. — Vou dar uma caminhada. — Dou de ombros, subo pro meu quarto visto uma roupa esportiva e pego meu fone de ouvido. Desço pego as chaves de casa uma garrafa com água e saio de casa. Caminho em volta do quarteirão e de última hora decido ir no parquinho próximo perto aqui de casa, quando chego sento em um dos bancos que dá de frente para os brinquedos de criança que está meio lotado, do outro lado vejo um grupo de garotos conversando e bebendo um deles olha para mim e volta a conversar com os amigos. Dou risada e continuo quieta na minha bebendo minha água, foi quando o mesmo garoto que estava me olhando levantou e começar a caminhar na minha direção. — Olá. — Ele diz e se senta do meu lado. — Oie. — Respondo com um sorriso no rosto. — Queria saber se tem como passar seu número? Não é toda vez que encontramos uma morena lindo como essa por esse parque. — Dou uma risada e bebo um gole da água. — Isso não funciona comigo, precisa de muito mais só para pedir meu número. — Olho para ele dando risada, ele me encara pensando por alguns segundos olho o horário pelo celular e vejo que já esta ficando tarde daqui a pouco Edu surta me ligando querendo saber onde eu estou. — Pensou demais, preciso voltar para casa. Digo levantando e começando a caminhar, ele pega no meu pulso fazendo voltar para trás. — Não vai me passar seu número? — Essa cidade e pequena, podemos nos encontrar depois. — Digo dando de ombros. — Então vai ficar no suspense? Não vai me contar nem seu nome pelo menos? — Diz na esperança de eu falar meu nome. — Fica na curiosidade. — Digo dando risada e me soltando dele. — Muito suspense para apenas uma morena! — Grita e sai correndo na direção do grupo dele, não digo nada e continuo caminhando. Assim que chego em casa subo para o meu quarto, tomo um banho relaxante e visto um dos meus pijamas preferido me jogo na cama e coloco em algo para assistir. A porta do meu quarto é aberta e Edu entra e se joga do meu lado na cama, olho para ele indignada por ele ser tão gordo e quase me esmagar com o peso todo dele! — Você tá muito gordo mano! — Não reclama que você pode superar muito bem isso! Na hora da janta vamos comer o quê? — Meu deus em Edu ainda e sete horas, tem miojo no armário. — Ele revira os olhos. — Mas eu não quero miojo, vamos pedir uma pizza? Nós podemos dividir e os dois paga. — Edu da ideia com um sorriso no rosto. — Mentiroso, você fala isso e no final de tudo sou eu que pago! Com o dinheiro que eu nem tenho direito. — Tudo bem você ta certa, eu pago o refrigerante. — Nossa que diferença hem! E o mais barato. — Ele revira os olhos de novo. — Revira esse olho de novo que eu faço ele sumir em minutos. — Você é muito grossa, nem parece ser minha irmã. — Você fala como se fosse o ser mais carinhoso da face da terra. — Mas sou mesmo. — Mostro o dedo do meio pra ele que morde, mostro a língua pra ele e taco minha almofada no seu rosto. — Não adianta fugir do assunto Maria Eduarda, eu vou pedir uma pizza e acabou o papo. — Eu vou não pagar! — Então não vou deixar você comer! Vai Madu, vamos dividir! Não tem nada de mais. — Reviro os olhos. — Você ganhou, pede logo umas duas pizza que eu quero tomar café da manhã para o dia seguinte. — Mano eu te amo muito velho! — Edu diz dando um beijo na minha testa. — O que uma pizza não faz...— Tentei dormir novamente, mas foi uma missão falha já que Edu ficava fazendo barulho na cozinha andando de um lado para o outro. Me sentei na cama e cocei os olhos tentando criar animo para levantar descer e ficar um tempo com ele na sala, muito tempo depois enrolando sem nenhuma vontade de levantar fui para o banheiro joguei água no rosto arrumei meu cabelo em uma r**o de cavalo e desci indo para a cozinha e encontrando Edu falando no telefone. Sentei na bancada, cruzei os braços e fiquei o encarando esperando sua resposta depois que desligasse, minutos se passaram quando finalmente ele desligou e ficou me encarando de volta esperando que eu dissesse algo. — O que foi que me olha tanto assim? — Dei de ombros sem responder. — Te conheço Maria Eduarda. — Ainda não acordei Edu, você fez o favor de não deixar eu dormir mais. — Digo brava olhando pra ele. — Se você dormisse mais iria ficar acordada a noite inteira fazendo literalmente nada e eu vou ser obrigado a ficar ouvindo você fazer nada durante a noite inteira! — Revirei os olhos e fui para a sala o deixando sozinho na cozinha. — Pedi duas pizzas como você disse, mas pra sua felicidade eu pago às duas. — Me joguei no sofá e olhei pra ele com um sorriso no rosto. — Mas você vai precisar pagar o refrigerante. — O sorriso do meu rosto se desfez. Cruzei os braços ainda o encarando, pelo menos seria o refrigerante e não duas pizzas que saiu com certeza mais caro! Edu subiu por alguns segundos e depois voltou com a carteira na mão. — Vou tomar banho, se a pizza chegar você paga por mim. — Assinto pra ele que sobe de volta me deixando sozinha, nem preciso perguntar a senha por que tenho certeza que é nossa data de nascimento. Passou uns vinte minutos e a pizza ainda não chegou, Edu já desceu e nada da pizza chegar, a fome já estava batendo e a paciência já foi embora. — Edu que horas essa pizza vai chegar? — Olho pra ele que estava concentrado olhando para a TV. — Eu espero que chegue logo estou morrendo de fome! - Assim que ele terminou de falar a campainha tocou, Edu deu um pulo do sofá correndo para a porta. Encarei ele todo desengonçado tentando segurar às duas pizzas enquanto colocava a senha do cartão, quando terminou deixou a pizza em cima da mesa de centro e se virou para mim. — Poderia ter me ajudado né. — Sorrio pra ele sem dizer nada. — Ótima irmã você viu. Mostro a língua pra ele e já vou abrindo uma das pizzas, o aroma de queijo subir no ar fazendo com que ficasse com água na boca antes mesmo de ter provado, mas já sabendo que vai estar uma delícia. — Vou pegar os copos. — Obrigada Madu, seja útil em algo pelo menos! — Não reclama muito não, ou posso ser pior. — Dou risada indo para a cozinha. Pego dois copos, e alguns papeis para limpar a mão e volto pra sala, deixo tudo em cima da mesa de centro e volto minha a atenção para a maravilhosa da pizza, Edu levantou e foi para a cozinha minutos depois voltou com alguns molhos. — Você é o único doido que come pizza com molho. — Digo com um certo nojo. — Não sei do que está falando, comer pizza pura e muito sem graça, um molho sempre deixa mais gostoso. — Discordo completamente desse pensamento dele. — Você está pirando só pode! Pizza gostosa mesmo e quando você não coloca mais nada nela, continua sendo muito gostosa. — Dou de ombros dando uma mordida e saboreando o gosto do queijo. Ficamos conversando até acabar com uma pizza inteira, demos uma arrumada na bagunça que fizemos, lavamos a louça, guardamos a outra pizza para o almoço e depois subimos cada um para seu quarto, assim que entrei fechei a porta e me joguei na cama morrendo de sono. Coloquei o celular para carregar, me envolvi entre os cobertores, desliguei a luz do abajur, me virei para o lado e por longos minutos fiquei pensando em coisas aleatórias que vinha na em minha mente.
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