-sexta-feira-
Acordo com o despertador tocando no meu ouvido, parece que deitei faz duas horas na cama! Bom ... Foi isso mesmo que aconteceu fui dormir um pouco tarde e acabei esquecendo da escola, ainda bem que é sexta.
Desligo o despertador jogando o mesmo no chão, me desembolei do meio das cobertas e levantei indo para o banheiro mesmo ainda dormindo e batendo em todo objeto que aparece na minha frente.
Prendo meu cabelo em um coque, tiro toda minha roupa e abro o registro do chuveiro deixo a água esquentar e espero a banheira encher enquanto isso escovo meus dentes e fico fazendo nada no banheiro.
Tomo meu banho e vou para o closet, graças a deusa da minha melhor amiga que arrumou todo deixando numa organização que dá até dó de mexer! Visto uma roupa e volto para meu quarto, seco meu cabelo faço um r**o de cavalo, pego a bolsa com o celular e desço indo para a cozinha.
— Bom dia maninho. — Bom, diferente dos outros dias ele está de bom humor, até parece que comeu alguém noite passada e olha que eu não duvido porque ele saiu no meio da madrugada, eu só fingi estar dormindo para não arranjar encrenca.
— Bom dia irmã mais linda do mundo! — Fala todo sorridente.
— Só uma garota pra te deixar assim de manhã, quem foi a sortuda? — Digo sentando do seu lado e pegando o pão.
— Você não conhece, uma das garotas da aula de física.
— Você fala como se eu não fosse popular.
— Mesmo assim você vive no mundo da lua durante todas as aulas. — Reviro os olhos, tudo bem que isso pode ser meio verdade.
— Mas isso não vem ao caso, eu conheço ela sim, foi ela que me deu uma bebida na festa de segunda.
— Não acredito que você bebeu de uma garota desconhecida? Maria Eduarda?!
— Faz alguma diferença? Você transou com ela e aposto que nem sabe o nome inteiro dela, duvido você saber o primeiro. — Debocho dele que mostra o dedo do meio. — Enfia no r**o!
— Se acha demais em garota. — Diz puto comigo.
— Meu irmão preferido e único que tenho, do mesmo jeito que você tem como garotas aos seus pés eu tenho os garotos então abaixa a bola meu filho.
Quando terminamos nosso café fomos para a escola felizes da vida como sempre! Porém, não, o m*l humor reina entre nós mesmo que Edu estivesse acordado de bom humor assim que pisa o pé na escola todo esse humor vai embora.
Assim que chegamos na escola estaciono o carro, quando Edu ia sair meu celular começa a tocar e quando vejo quem e minha querida mãe ligando.
Ligação ON
— Oie mãe, tudo bem?
— Oie filha tudo bem sim! Eu liguei pro seu irmão, mas ele não me atendeu aconteceu algo?
— Aconteceu nada mãe, só o Edu que é muito jaca que não atendeu, mas está tudo bem sim!
— Eu liguei pra falar que não vamos conseguir volta hoje nosso voo foi adiado para domingo.
— Nossa mãe que pena.
— Não finja que se importa Maria Eduarda, eu sei muito bem que você quer ficar sozinha em casa.
— Talvez isso seja verdade. — Nos dois demos risada. — Mãe preciso desligar agora tenho aula, depois mando mensagem.
— Manda um beijo pro seu irmão e um pra você, fica com deus.
— Você também mãe, beijos.
Ligação OFF
— O que a mãe queria? — Perguntou Edu.
— Só disse que não vai conseguir voltar hoje pra casa e disse que só volta domingo. — Digo dando de ombro.
— Achei que voltariam hoje.
— Eu também, mas parece que não é o que vai acontecer. — Pego minha bolsa no banco de trás e saio do carro, dou meia volta e quando Edu ia caminhando sem me esperar puxo ele pelo braço dou um abraço forte e um beijo na bochecha. — A mãe mandou um beijo!
Dou risada da sua cara e caminho até meu armário sem esperar que ele venha bravo na minha direção, me virei vendo Edu pisando firme e com a cara fechada.
— p***a Eduarda, sua boca ta com gloss! Minha bochecha vai ficar cheirando a morando agora.
— Vai ficar cheiroso pelo menos! — Dou risada da sua cara, pego meu livro de química no armário e fecho logo em seguida. — Agora se você me der licença eu tenho aula de química.
— Vai dar Maria Eduarda, p**a que pariu. — Diz tentando limpando a bochecha.
— Isso não vai sair Eduardo, para de ser teimoso! — Dou um tapa na sua cabeça e vou correndo pra sala de química antes que ele me mate.
Assim que cheguei na sala vejo Lucas sentado conversando com Liv, não falei muito com o Lucas desde terça, mas na sala a gente conversa bastante! Sento atrás de Liv com um sorriso no rosto e quando vejo o que ta escrito na lousa meu sorriso se desfaz.
— Porque ninguém me avisou que teria prova hoje? — Digo desesperada.
— Minha filha eu estou quase pedindo cola pra nerd da sala, eu não sei nada! Vou tirar um zero bem! — Liv se vira pra mim desesperada.
— O lugar atrás da nerd e meu, nem adianta correr porque eu cheguei primeiro! — Diz Lucas apontando o dedo pra mim, reviro os olhos.
— Você fala como se o professor fosse deixar a gente sentar no lugar que a gente quer.
-Quebra De Tempo-
Assim que bateu sinal da última aula guardei meu material correndo e sai da sala às pressas com a Liv, decidimos de última hora dar uma passada no shopping para ver algumas roupas e comer um lanche.
Quando ia pegando a chave do carro na bolsa surgiu Lucas e Eduardo do meu lado, fazendo eu tomar um susto dos grandes.
— Mano, vai se ferrar! Precisa aparecer do meu lado assim?! — Falo revoltada.
— Eu vou pra casa como senhora Eduarda? — Pergunta Edu cruzando os braços.
— Eu não sou velha pra me chamar de senhora, vai com o Lucas não custa nada ele dar uma passada em casa ou você vai querer ir ao shopping comigo e com a Liv? — Eu sei que ele vai dizer não.
— Sai! Eu vou pra casa de carona com o Lucas, vem Lucas vamos. — Dou um sorriso animada e dou um beijo na bochecha dos dois.
No meio do caminho mudamos de ideia e por discutirmos sobre filmes que queríamos assistir, deixei Liv na sua casa e fui pra minha na esperança de me jogar no sofá da sala e dar uma dormida gostosa, mas meu plano vai por água a baixo quando abro a porta de casa e vejo um monte de garoto tacados no sofá com bebida e comida jogando PS4!
— Que p***a é essa Edu?! — Falo revoltada, quatro meninos me olharam com o Eduardo.
— Eu acabei esquecendo de te avisar que traria alguns amigos aqui em casa. — Ele responde naturalmente como se não fosse nada.
— Tua irmã e gostosa hem! — Eduardo dá um, tapa na cabeça do garoto que falou isso que solta uns xingo e volta sua atenção para o vídeo game.
— Respeita minha irmã c****e. — Edu fala com uma voz grossa como se quisesse colocar medo.
— Nenhum de vocês tem vergonha na cara mesmo hem! — Conheço nenhum desses meninos, menos... o garoto da praça e o Lucas claro!
Eu disse que encontraria ele novamente, ou em uma festa, ou dentro da minha própria casa! E amigo do meu irmão, muita sorte mesmo hem!
Não digo mais nada e subo para o meu quarto, deixo minha bolsa no chão, vou ao banheiro e troco de roupas, tiro a maquiagem do rosto e volto para o quarto me jogando na cama.
— Preciso de um banho. — Falo comigo mesma.
Tomo um banho e coloco uma roupa confortável, desço e vou para a cozinha preparo algo para comer, me sentei na bancada e quando iria comer Edu apareceu na cozinha.
— Vamos brincar de verdade e desafio, quer participar?
— Vou chamar a Liv, espera alguns minutos? –Ele assente e volta pra sala.
Mando mensagem pra ela e quando termino de comer lavo o prato e volto pra sala sentando do lado de Edu, o garoto da praça não parava de me olhar e o Lucas percebeu isso, claramente já ficando estressado.
Liv chegou super de boa como se tivesse fumado um, ela sentou do meu lado encostou a cabeça no meu ombro e dormiu.
— Mano, essa garota não dormiu em casa não? — Lucas perguntou.
— Pelo jeito ela ainda está com sono, oh vaca vamos acordar? A gente vai começar a brincar sem você.
Ela não falou nada, fizemos uma rodinha e Liv continuo escorada em mim, porém dessa vez acordada, mas quieta. Lucas girou a garrafa e parou no garoto da praça e nele.
— Verdade ou desafio Daniel? — Então quer dizer que o nome dele é Daniel.
— Desafio claro! — Já gostei dele, não tem medo das coisas.
— Desafio você beijar a Liv. — Lucas diz e aponta pra coitada que está viajando no mundo da lua, coitada não ta sabendo nem o que está acontecendo.
— O que tem eu? — Liv fala numa tão calma que chega a dar raiva.
— Vai beijar o maluco p***a! — Digo dando um empurrão nela que levanta a cabeça sem entender nada.
Aponto para Daniel, ela olha pra mim e dá um sorriso envergonha dou um empurrão nela que levanta com ele, enquanto os dois estavam juntos, olho para o Lucas.
— Jogo de criança hem! Tinha coisa melhor não? — Lucas revira os olhos e não fala mais nada. Quando os dois pararam de se beijar continuamos jogando, ficamos jogando e nada do jogo ficar emocionante até cair em mim e na Liv.
— Verdade ou desafio? — Parece que depois da pegação ela acordou pro jogo porque olha o jeito que ela estava... sem condições.
— Desafio né meu bem. — Ela olha pra mim com uma cara de endemoniada que dá até medo!
— Daniel aceita o convite de ir para o quartinho com minha querida melhor amiga? — Pergunta Liv olhando nos olhos de Daniel, não estou acreditando que ela ta jogando o maluco pra mim agora, desgraçada quer que eu pegue saliva dela agora!
Ele me olha, eu olho pra ele e mordo meu lábio, talvez eu queira pegar ele, mas a Liv já pegou não ficaria nada estranho? Ter pegado minha melhor amiga agora eu?
— Isso é muito estranho. — Falo e levanto indo na direção do quartinho que fica no quintal, onde minha mãe guarda tudo aquilo que ela não quer jogar fora.
— Não é nada, vai logo! — Liv me puxa pelo braço fazendo abraçar ela. — Pega ele com vontade.
Diz no meu ouvido e me solta em seguida, essa Olivia quando não quer prestar ela consegue direitinho! Abro a porta do quartinho e já sinto o cheiro de poeira, meu deus! Não vou aguentar nem cinco minutos aqui dentro.
Entrei e me encostei em um das prateleiras, Daniel entrou também e ficou de frente pra mim não olhei nem uma vez pra sua cara. Edu trancou a porta em seguida.
— Vinte minutos no quartinho, se você pegar minha irmã Daniel eu te mato! — Edu fala ameaçando Daniel, nos dois demos risada, meu irmão quando quer consegue ser muito ciumento!
Ficamos quietamos por alguns minutos esperando um dos dois tomar coragem pra falar algo.
— Te conheço de algum lugar... — Olho pra ele e dou risada.
— A morena da praça. — Digo dando um sorriso, na hora ele fica surpreso.
— Verdade, eu esqueci! Não vai me contar mesmo seu nome? — Cruzo os braços e chego mais perto dele.
— Maria Eduarda, para os mais íntimos Madu. — Digo dando de ombros e dando um sorriso, sua mão vai parar na minha
— Um sorriso muito bonito morena. — Dou risada do seu comentário. — Nome muito bonito, mas ainda prefiro o meu apelido.
— Então quer dizer que já virou apelido? Nem sabia que já sou sua amiga.
— Não se finge de sonsa morena, você está doida por mim. — Ele fala se gabando, dou risada na hora.
— Ao contrário né meu querido, você que está caindo aos meus pés!
— Isso é verdade, não posso negar. –Ele não diz mais nada e beija meu pescoço, só pode estar de brincadeira comigo que já vai rolar nem conheço o garoto direito.
Eu poderia muito bem parar, mas está tão gostoso que não tenho forças nem pra dizer um não. Coloco minha mão no seu pescoço e passo a unha delicadamente, mordo meu lábio, foi quando ele voltou olhar pra mim.
Puta que pariu! Não sou obrigada a aguentar mais nada, o puxo pelo pescoço e beijo ele logo sem mais delongas sua mão aperta minha cintura e desce indo pra minha b***a, seguro forte em seus cabelo e mordo seu lábio.
Aqueles vinte minutos passaram tão rápidos, claro dando uns beijos no gostoso do Daniel como não passaria rápido? Alegria de pobre dura pouco! Assim que meu irmão abre a porta fingimos que nada aconteceu.
— Eai pegou ele? — Liv pergunta animada, reviro os olhos e passo meu braço pelo seu pescoço a puxando para a sala enquanto os meninos conversavam no quintal.
— Só se pegamos, nada de mais. — Ela me olha com uma cara de chateada. — Ué porque ficou com essa cara do nada?
-Achei que ia rolar mais que isso. — Diz emburrada.
— Eu não vou t*****r dentro de um quartinho cheio de poeira né?! Sou louca, mas nem tanto.
Depois disso voltamos pra sala e quando já estava todo mundo reunido, decidimos não continuar o jogo e ficar apenas conversando. Foi ficando tarde então os três garotos foram embora ficando só o Daniel e o Lucas, Liv logo em seguida teve que ir embora também porque a tia Bianca queria que ela fosse logo pra casa, ficando apenas eu, Lucas, Edu e Daniel na mesma sala fazendo bosta nenhuma.
— Vou subir pro meu quarto. — Não espero eles responderem e subo direito para o quarto, desligo as luzes ligo a TV e coloco em algumas séries que eu ainda não terminei.
Foi ficando tarde e foi quando bateu a fome, desci e fui procurar algo pra comer, peguei um pacote de bolacha e sentei na bancada comecei a comer a bolacha sozinha lá quando duas mãos na minha cintura, quando virei pra trás assustada vi Daniel com um sorriso sacana no rosto.
— Que merda hein! Posso nem comer mais em paz. — Digo com a boca cheia de bolacha, sim! bolacha!
— Não foi minha intenção te assustar. — Ele fica entre minhas pernas e coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, me fode logo mano! Vou fingir que isso nunca passou pela minha mente e ficar quieta antes que eu faça alguma merda.
— Aham, sei...-Termino de comer e continuo olhando pra ele que foi se aproximando de mim lentamente foi quando comecei ouvir passos vindo do segundo andar, empurrei ele pra longe de mim e fingi que nada aconteceu olho para a porta e vejo Lucas encarando a gente.
— Achei que estaria dormindo. — Lucas diz olhando pra mim com uma cara que não consigo decifrar, raiva misturada com algo a mais.
— Estava morrendo de fome vim comer como já terminei vou subir pra dormir, beijinhos. — Deixo o pacote de bolacha em cima da bancada por que eu sei que um dos dois vai comer e subo correndo para o meu quarto, fecho minha porta e encosto na mesma.
Minutos depois se passa e batem na minha porta bem de leve, assim que abro dou de cara com Daniel que sem mais nem menos me beija e eu como não sou boba correspondo na hora sem dizer mais nada, ele dá um beijo de despedida e vai para o quarto do Edu.
— Mais que coisa doida. — Falo baixo, fecho minha porta e volto ficar jogada na minha cama.