Pedro me colocou dentro do carro junto com os seguranças que chegaram até nós. Eu olhava para fora, sentindo-me frustrada, enquanto o motorista seguia pelas ruas movimentadas da cidade. Com os braços cruzados, mantive o olhar fixo na paisagem em constante movimento. Pedro estava ao meu lado, no banco de trás, em completo silêncio. O trajeto inteiro foi marcado pelo silêncio, apenas o som do motor e dos carros ao redor preenchia o ambiente. Quando finalmente chegamos ao apartamento, eu já estava dentro do aposento, observando Pedro com uma expressão séria. — Precisou mesmo matar aquele homem? — questionei, bufando, sentindo-me frustrada e desapontada. Pedro respondeu com indiferença, desabotoando sua camisa branca suja de sangue nas mangas e tirando o paletó. — Ele não te soltou, foi av

