O dia seguinte trouxe um alívio momentâneo ao não ser chamada por Pedro. A ausência dele era estranha, uma pausa no turbilhão de eventos que me deixavam ansiosa e apreensiva. Dentro daquele apartamento, trancada e isolada, a sensação de prisão era sufocante. Olhava constantemente para o celular, esperando por uma ligação que nunca vinha. Por vezes, cogitava arriscar ligar para meus irmãos, mas a ideia de colocar suas vidas em risco por uma simples ligação me fazia recuar. Os dias se arrastavam, cada um mais sufocante que o anterior. A ideia de fugir começou a tomar forma em minha mente. Se Pedro se importasse, teria ao menos avisado de sua ausência, ao invés de me deixar trancada sem propósito ou ar fora daquelas paredes. Terminei de comer, antecipando a chegada do segurança que sempre

