Atravessei a pista da boate, a música pulsante e as luzes coloridas criando um ambiente quase surreal ao meu redor. As pessoas dançavam, riam, bebiam, alheias aos meus pensamentos sombrios. Cada passo que eu dava parecia ecoar na minha mente, uma mistura de raiva e frustração que eu não conseguia dissipar. Cheguei ao meu escritório e fechei a porta atrás de mim, isolando-me do caos lá fora. Acendi outro charuto, sentindo a necessidade de algo para acalmar meus nervos. A fumaça espiralava no ar, uma metáfora perfeita para a confusão que reinava na minha cabeça. Mariana. Aquele nome martelava na minha mente. Ela era um enigma, uma constante fonte de conflito. Eu sabia que deveria ser mais duro com ela, quebrar sua resistência. Mas algo em seus olhos, algo na sua força silenciosa, me fazia

