— Vamos para o meu escritório — disse, finalmente. — Precisamos conversar. Isadora assentiu e começou a me seguir pelo caminho de volta ao escritório. Cada passo que dava ao meu lado era uma lembrança das complexidades de nosso passado e das incertezas do futuro. O mistério de seu reaparecimento apenas aumentava a tensão e a necessidade de descobrir a verdade. Ao chegarmos no escritório, fechei a porta atrás de nós, isolando-nos do barulho da boate. Encarei-a, esperando que ela começasse a explicar. — Estou ouvindo — disse, cruzando os braços. Isadora respirou fundo, como se preparando para mergulhar em memórias dolorosas. — Eu sobrevivi ao sequestro, Pedro. Fugi e me escondi em um convento, onde me disseram que era seguro. Mas sempre soube que um dia precisaria sair e enfrentar o mun

