CAPÍTULO 13

1216 Palavras
Capítulo 13 Dom se jogou na cama, visivelmente exausto: — Você já pode ir embora, vou dormir mesmo. Dean olhou para ele com um sorriso tranquilo: — Estou vendo. Deixe-me tirar seu chinelo. Dom, surpreso, olhou para ele: — O que você está fazendo? Dean, com um olhar tranquilo, respondeu: — Estou tirando seu chinelo. Vai dormir com eles no pé? Dom, irritado, se deitou novamente: — É sério, cara, vai embora. Enche o saco do Daniel ou do Declan e me deixa em paz, por favor. Dean, ainda sorrindo, o observou por um momento antes de falar: — Eu conversei com o papai, e ele me contou o que aconteceu no passado. Por que você nunca nos disse nada? Somos seus irmãos, poderíamos te ajudar. Dom, quase adormecendo, resmungou: — O que aquele homem te contou, afinal? Dean se aproximou da cama, sua expressão séria: — O que ele te obrigou a fazer quando criança? Não entendo por que você nunca pediu ajuda. Somos seus irmãos, por que carregou todo esse peso sozinho e ainda permitiu que tratássemos você daquela maneira? Dom, com um sorriso irônico, respondeu: — E o que eu diria, Dean? Que o homem que vocês tanto admiravam era, na verdade, um monstro? Além disso, era um assunto só meu, algo que eu preferia manter em segredo. Agora, chega dessa conversa. Estou com uma dor de cabeça insuportável, é melhor você ir embora e me deixar em paz. Dean, ainda preocupado, o observou: — Você não vai dormir agora, me diga por que nunca falou nada sobre isso. Por que nunca pediu ajuda para enfrentar a crueldade que sofreu e ainda permitiu que nós te tratássemos de forma tão c***l? Dom, com um sorriso triste, respondeu: — Eu não gosto de falar sobre isso, Dean. Me faz muito m*l e me dói até hoje. Eu só queria esquecer. Minha cabeça não para de doer, e sua presença só piora tudo. Dean, com um olhar atento, percebeu algo e apontou: — Você está com um ferimento na cabeça. Isso deve estar contribuindo para o seu estado. Mas Dom já havia adormecido, sem ouvir as palavras de Dean. Dean permaneceu ali, observando-o em silêncio, seus olhos cheios de remorso: — Como não percebemos seu sofrimento? Como passamos tanto tempo sem ver o que estava acontecendo? Me perdoe, irmão. Mais tarde, Meg chegou e notou as compras na mesa. — Que bom, temos comida! — ela exclamou, antes de perceber Dean sentado ao lado da cama de Dom. Dean a olhou e sorriu, envergonhado: — Oi, Meg. Meg entrou no quarto e olhou para Dom, que ainda estava dormindo. — O que você está fazendo aqui? E o que fez com ele? Dean, levantando-se, respondeu rapidamente: — Eu não fiz nada. Ele reclamou de dor de cabeça, percebi um corte na cabeça dele e também parece estar com febre. Meg, com um olhar sério, o encarou: — Se eu souber que você causou isso, juro que vou te machucar, Dean. Dean se afastou, levantando as mãos em sinal de defesa: — Eu juro que não fiz nada. Só vim visitá-lo, isso é tudo. Meg olhou para o corte na cabeça de Dom: — O corte é superficial. Ele tomou algum remédio? Dean confirmou, com um aceno de cabeça: — Sim, ele tomou um analgésico, mas com cerveja. Meg pegou o remédio das mãos dele e leu o rótulo: — Como você deixou ele fazer isso? Quantos comprimidos ele tomou? Dean suspirou, desconfortável: — Uns três, de uma vez só. Meg olhou para Dom, desapontada: — Dom, como você faz uma coisa dessas? Bem, vamos deixá-lo descansar. Quando acordar, ele vai ter uma conversa comigo sobre isso. Dean a olhou, curioso: — Ele te escuta e conversa com você, como você consegue isso? Meg, com um olhar sério, respondeu: — Ele nunca me escuta completamente. O que digo entra por um ouvido e sai pelo outro. Só escuta realmente quando é algo que a Mega diz. Dean, com um toque de amargura, respondeu: — Pelo menos ele fala com você e te ouve. Comigo isso não acontece. Meg o encarou com firmeza: — O que está acontecendo, Dean? Você está planejando algo com o Daniel ou o Declan? Se for, saiba que não vou permitir isso. Estou farta de ver vocês tentando prejudicar o Dom. Dean, com um sorriso sincero, respondeu: — Não é isso. Eu só quero me aproximar mais do meu irmão mais velho. Isso é errado? Meg se aproximou dele, com seriedade no olhar: — Claro que não, mas você nunca se importou com os sentimentos do Dom. Sempre aprontou com o Daniel e o Declan. Ouça bem, Dean: você pode ser meu irmão, mas se tentar fazer o Dom sofrer mais, eu vou te proibir de vir até aqui ou de se aproximar dele. Fui bem clara. O Dom já sofreu demais e agora é minha vez de protegê-lo e cuidar dele. E farei isso, mesmo que isso signifique ficar contra você e os outros. Dean, tocado, a abraçou com firmeza: — Pode contar comigo, irmã. E se o Daniel Nunes tentar ofendê-lo na minha frente, juro por Deus que vou impedi-lo. Meg, surpresa, respondeu: — O que aconteceu com você? Está doente ou algo assim? Está diferente, meu irmão. O que está acontecendo? Dean a olhou, sorrindo com uma calma inesperada: — Não é nada, minha irmã. Só que agora vou cuidar do nosso irmão, como uma família deve fazer. Meg, ainda desconfiada, se afastou dele: — Você está estranho, meu irmão. Dean sorriu, tentando disfarçar: — Estou bem. Preciso ir agora. Tchau. Ele saiu, e Meg ficou olhando para a porta, confusa. — Isso foi... muito estranho. Meg estava em casa, arrumando as coisas dos filhos, quando atendeu a ligação de Meg. — O que está acontecendo, Meg? Meg, sentada no sofá, respondeu: — Quero saber se você conversou com o Dean. Quando cheguei em casa, ele estava aqui, cuidando do Dom, que não estava bem. Ele começou a falar coisas estranhas. Meg, com o celular no viva-voz, respondeu: — Eu não conversei com ele. E, mesmo quando converso, sei que não adianta nada. Ele e o Declan só ouvem o Daniel. Mas percebi que ele anda diferente. Fui ao hospital ver o papai e uma das enfermeiras disse que o Dean brigou com o papai e depois disso nunca mais voltou. Meg olhou para o quarto, onde Dom se mexia levemente: — Isso tudo está muito estranho. Bem, vou preparar algo para comer. O Dom chegou de viagem, fez compras e agora está dormindo. Depois de misturar analgésico com cerveja... Não consigo acreditar. Mega sorriu: — Deixe ele dormir. Amanhã eu vou até aí e, se precisar de algo, me avise. Meg colocou a mão no rosto: — Ainda não tive notícias da Mia. Desde que foi com os Médicos Sem Fronteiras, não soube nada. Já estou começando a me preocupar. Meg, tentando acalmá-la, sorriu: — Relaxa, minha irmã. Ela só deve estar sem sinal onde está. E sobre os fios brancos, você ainda é jovem para se preocupar com isso! Meg riu: — Espero que sim. Mas vai fazer a comida antes que o Dom acorde com fome. Me liga se precisar de algo, irmã. — Tchau, beijos!
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