CAPÍTULO 12

984 Palavras
Já de volta ao Brasil Dean chegava à delegacia após uma operação policial e foi direto para sua sala. Pouco depois, Meg entrou apressada, dirigindo-se diretamente ao irmão. — Oi, Dean. O que aconteceu para você me ligar mais cedo querendo saber do Dom? Por acaso, está planejando outra das suas com o b****a do Daniel? Dean olhou para a irmã com uma expressão séria. — Claro que não. Estava pensando que talvez seja hora de me aproximar mais do nosso irmão mais velho e conhecê-lo melhor, assim como você faz. Ou eu não posso querer isso também? Meg respirou fundo antes de responder. — Se isso for verdade, vai ser complicado. Você e os outros já aprontaram demais com ele. E sabe como é o Dom: ele prefere ficar na dele. Com Declan, Daniel e você sempre tentando humilhá-lo, vai ser difícil para ele confiar em você agora. Dean se aproximou da irmã, com um sorriso quase convincente. — Que tal me ajudar com isso, irmãzinha? Você é próxima dele. Pode ser uma ponte entre nós. O que acha? Meg estreitou os olhos, avaliando-o. — Vou pensar no seu caso. Ele deve chegar hoje ao país. Me avisou que só está terminando de resolver algumas coisas e logo vai para casa. Mas, pela voz, parecia bem cansado. Dean a abraçou com entusiasmo. — Obrigado, irmãzinha! Meg sorriu. — Eu vou passar no hospital antes de ir para casa. Já deixei lanches prontos para o Dom. Se cuida, tá? — E saiu apressada. Na Q.T.F. Dom estava no escritório terminando a papelada e analisando alguns documentos. Madalena apareceu na porta, batendo levemente antes de entrar. — Posso falar com você um instante? Dom olhou para ela e sorriu. — Claro, dona Madalena. Em que posso ajudá-la? Ela entrou, sorrindo timidamente. — Você já sabe para onde minha filha e eu iremos? Ou vamos continuar no alojamento por mais um tempo? Parece que você também está de saída. Dom guardou os documentos em uma pasta e respondeu: — Sim, estou indo para casa. Não se preocupe, o alojamento é muito bom. Às vezes, até eu passo noites aqui. Madalena sorriu, mas insistiu: — Mas hoje não, certo? Você vai para casa descansar com sua família. Dom deu um leve sorriso. — Quase isso. Estou morando com minha irmã, por insistência dela. Madalena hesitou antes de perguntar: — E... você tem namorada? Ou noiva? Dom ficou surpreso com a pergunta e mudou de assunto. — Acho melhor deixar isso para lá. Sua filha parece estar procurando por você. É melhor descansar. Madalena percebeu que foi longe demais e se desculpou. — Desculpa. Acho que perguntei demais. Nos vemos amanhã. Boa noite. Ela saiu rapidamente, um pouco constrangida. No vestiário Jenny estava se trocando quando uma das colegas puxou assunto. — Como é trabalhar com o comandante Donovan? Jenny respondeu, sem muita paciência: — Normal. Ele é um homem como qualquer outro. A colega riu. — Ah, qual é, Jenny! Vai dizer que nunca reparou como ele é um gato? O homem é tudo de bom. Já imaginou ele sem roupa? Meu Deus! Jenny fechou a bolsa e olhou séria para a colega. — Você está louca? Tenha mais respeito pelo seu comandante. Do contrário, vai acabar levando uma suspensão. Ela saiu do vestiário, irritada, e esbarrou em Brian no corredor. — Que foi, Jenny? Algum bicho te mordeu? — perguntou Brian, curioso. Jenny revirou os olhos. — Nada disso. Sabe onde o chefe está agora? Brian apontou para a saída. — Foi para casa. Parecia muito cansado e não estava com uma aparência boa. Jenny respirou fundo. — Certo. É melhor irmos também, antes que fiquemos presos aqui até tarde. Em casa Dom chegou em casa, deixou algumas coisas na mesa e foi tomar banho. Durante o banho, flashes de lembranças de sua infância começaram a invadir sua mente, deixando-o tonto. Ele quase desmaiou, mas se segurou. Pouco depois, ouviu a campainha tocar. Vestiu-se rapidamente e foi atender. Ao abrir a porta, deu de cara com Dean. — O que foi? A Meg não está em casa. Pode voltar de onde veio — disse Dom, sem esconder o incômodo. Dean o ignorou e entrou. — Eu sei que ela não está. Vim falar com você. Podemos conversar? Dom suspirou, pegou uma cerveja na geladeira e se sentou no sofá. — Fala logo. Parece até que está perturbado. Dean o observou por um momento antes de perguntar: — Você está bem? Parece h******l, cara. O que aconteceu com o seu ombro? Dom deu um gole na cerveja e respondeu: — Nada de mais. Estou legal. Dean continuou: — O que você estava fazendo na Colômbia, afinal? Dom trocou de canal na TV, evitando contato visual. — Trabalhando, o que mais seria? Dean insistiu: — Mas você trabalha com o quê exatamente? Dom respirou fundo e virou para o irmão. — O Daniel mandou você me investigar agora? Dean balançou a cabeça. — Claro que não! Só queria puxar assunto, conversar com você. Dom colocou a mão na cabeça, visivelmente incomodado. — Estou sem paciência para conversar, Dean. Estou com uma dor de cabeça que está me deixando louco. Dean viu Dom pegar outra cerveja e misturar com remédios. — E ainda mistura cerveja com remédio? Você está pior do que eu pensava. Dom riu, debochado. — Agora você está preocupado comigo? Isso é engraçado. De repente, Dom começou a sentir tudo rodando e quase desmaiou. Dean conseguiu segurá-lo a tempo. — Você não está nada bem — disse Dean, ajudando-o a se sentar no sofá. — Misturar remédio com álcool nunca é uma boa ideia. Dom tentou afastá-lo. — Não preciso da sua ajuda, seu mala. Dean sorriu, ignorando o protesto. — Claro que precisa. Vamos, vou te levar para o quarto. Com certa relutância, Dom acabou aceitando a ajuda, e Dean o levou até a cama.
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