CAPÍTULO 11

843 Palavras
De volta à Colômbia No armazém, Carlos se preparava para fugir do país. Ele estava nervoso, mas determinado. — Temos que sair daqui o mais rápido possível, antes que os agentes nos alcancem! Assim que ele terminou de falar, os agentes invadiram o local, cercando toda a área. Os homens de Carlos começaram a disparar contra os agentes imediatamente. Jenny se protegeu atrás de um contêiner e gritou: — Será que eles nunca ouvem quando damos ordem de prisão? Eu só queria entender o que se passa na cabeça deles para não se renderem de uma vez! Brian, ao lado dela, respondeu com ironia: — Pergunta para eles quando conseguirmos pegar alguém com vida. Para de sonhar, garota, você sabe que isso não vai acontecer. Do outro lado, Dom falou pelo rádio: — Ainda estamos aqui, casal 20. Dá para parar com a conversa e focar no trabalho? Jenny riu, enquanto avançava. — Chefe, sério? Casal 20 é um pouco demais. Ela seguiu em frente, enquanto Dom foi atrás de Carlos, que tentava escapar por entre os contêineres. — Renda-se, Carlos! — gritou Dom, correndo atrás dele. — Não complique ainda mais as coisas. Carlos se virou rapidamente, protegendo-se atrás de um barril. Ele apontou uma arma na direção de Dom. — Fique onde está se quiser continuar vivo! Dom permaneceu firme, encarando-o. — Você sabe tão bem quanto eu que não vai escapar daqui hoje, Carlos. O melhor que você faz é se render e acabar logo com isso. Carlos começou a rir, de forma debochada. — Onde está minha família, seu ladrão de famílias? O que você fez com elas? Dom respondeu com calma, mas de forma incisiva: — Estão bem longe de você, em segurança, onde você não pode mais machucá-las. Carlos gritou, furioso: — Você não tinha o direito de tirá-las de mim, desgraçado! Ele começou a disparar contra Dom, que rapidamente se protegeu atrás de um barril. — Carlos, está cercado! — gritou Dom. — Seu navio foi apreendido, seus homens estão presos. Você não tem para onde fugir. Carlos, rindo de maneira enlouquecida, pegou uma granada e a lançou na direção de Dom. A explosão foi enorme, e Dom foi lançado longe. Carlos tentou aproveitar o momento para escapar, mas Dom se levantou, apesar da dor, e o perseguiu. Quando finalmente o alcançou, apontou sua arma. — Acabou, Carlos. Solte sua arma agora! Carlos riu, mas sua voz tinha um tom de derrota. — Eu juro que vou me vingar de você. Ele jogou a arma no chão e levantou as mãos, se rendendo. Dom o algemou enquanto os demais agentes prendiam o resto da equipe de Carlos. As autoridades locais chegaram para dar reforço na operação. Jenny aproximou-se de Dom. — E agora, chefe? O que vamos fazer com Madalena e a filha dela, Amara? Vamos colocá-las imediatamente no programa de p******o à testemunha? Dom sentou-se no carro, exausto. — Temos que decidir isso agora? Minha cabeça está estourando. Jenny insistiu: — Chefe, você sabe que Carlos tem homens por toda parte. Elas só estarão seguras se agirmos rápido. Dom massageou as têmporas, visivelmente irritado. — Eu sei disso, Jenny. Prometo que cuidarei disso depois. Agora só quero um minuto de paz. Jenny cruzou os braços, mas manteve o tom profissional. — Sem descanso por enquanto, chefe. Ainda temos muito trabalho pela frente. Dom respirou fundo e se levantou. — Certo. Vamos terminar isso logo. Brian, cuide da transferência de Carlos para a prisão no Brasil. E faça isso em segredo. Brian assentiu, guardando sua arma. — Deixa comigo, chefe. No abrigo Enquanto Amara dormia, Madalena observava ansiosamente a chegada dos agentes. Assim que viu Jenny e Dom, ela correu em direção a eles. — E o Carlos? Por favor, digam que ele foi preso! Jenny sorriu, tentando tranquilizá-la. — Sim, ele está sob custódia. Agora você e sua filha estão seguras. Madalena suspirou, aliviada. — E agora? Para onde vamos? Dom entrou no abrigo, colocando sua bolsa sobre a mesa. — Vocês irão conosco para o Brasil. Depois, arrumaremos um lugar seguro para vocês viverem com novas identidades. Madalena começou a chorar, emocionada. — Eu não tenho palavras para agradecer. Finalmente estamos livres. Ela abraçou Dom, que hesitou antes de retribuir. — Fizemos apenas o nosso trabalho, senhora Madalena. Se não fosse pela sua ajuda, essa prisão não teria acontecido tão cedo. Ela sorriu, ainda segurando o braço de Dom. — Você salvou minha vida e a da minha filha. Não imagina o quanto eu rezava por esse momento. Dom recuou suavemente. — Agora precisamos que você arrume suas coisas. O avião já está esperando. Madalena chamou Amara e começou a organizar tudo. Jenny, observando a cena, sussurrou para Dom: — Parece que você ganhou o coração de alguém aqui. Dom olhou sério para ela. — Não comece, Jenny. Brian entrou na sala com um sorriso discreto. — Deixa ele em paz, Jenny. Você sabe como o chefe é todo reservado. Jenny deu de ombros e saiu rindo. — Certo, “senhor advogado”.
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