De volta à Colômbia
No armazém, Carlos se preparava para fugir do país. Ele estava nervoso, mas determinado.
— Temos que sair daqui o mais rápido possível, antes que os agentes nos alcancem!
Assim que ele terminou de falar, os agentes invadiram o local, cercando toda a área.
Os homens de Carlos começaram a disparar contra os agentes imediatamente.
Jenny se protegeu atrás de um contêiner e gritou:
— Será que eles nunca ouvem quando damos ordem de prisão? Eu só queria entender o que se passa na cabeça deles para não se renderem de uma vez!
Brian, ao lado dela, respondeu com ironia:
— Pergunta para eles quando conseguirmos pegar alguém com vida. Para de sonhar, garota, você sabe que isso não vai acontecer.
Do outro lado, Dom falou pelo rádio:
— Ainda estamos aqui, casal 20. Dá para parar com a conversa e focar no trabalho?
Jenny riu, enquanto avançava.
— Chefe, sério? Casal 20 é um pouco demais.
Ela seguiu em frente, enquanto Dom foi atrás de Carlos, que tentava escapar por entre os contêineres.
— Renda-se, Carlos! — gritou Dom, correndo atrás dele. — Não complique ainda mais as coisas.
Carlos se virou rapidamente, protegendo-se atrás de um barril. Ele apontou uma arma na direção de Dom.
— Fique onde está se quiser continuar vivo!
Dom permaneceu firme, encarando-o.
— Você sabe tão bem quanto eu que não vai escapar daqui hoje, Carlos. O melhor que você faz é se render e acabar logo com isso.
Carlos começou a rir, de forma debochada.
— Onde está minha família, seu ladrão de famílias? O que você fez com elas?
Dom respondeu com calma, mas de forma incisiva:
— Estão bem longe de você, em segurança, onde você não pode mais machucá-las.
Carlos gritou, furioso:
— Você não tinha o direito de tirá-las de mim, desgraçado!
Ele começou a disparar contra Dom, que rapidamente se protegeu atrás de um barril.
— Carlos, está cercado! — gritou Dom. — Seu navio foi apreendido, seus homens estão presos. Você não tem para onde fugir.
Carlos, rindo de maneira enlouquecida, pegou uma granada e a lançou na direção de Dom. A explosão foi enorme, e Dom foi lançado longe.
Carlos tentou aproveitar o momento para escapar, mas Dom se levantou, apesar da dor, e o perseguiu. Quando finalmente o alcançou, apontou sua arma.
— Acabou, Carlos. Solte sua arma agora!
Carlos riu, mas sua voz tinha um tom de derrota.
— Eu juro que vou me vingar de você.
Ele jogou a arma no chão e levantou as mãos, se rendendo.
Dom o algemou enquanto os demais agentes prendiam o resto da equipe de Carlos. As autoridades locais chegaram para dar reforço na operação.
Jenny aproximou-se de Dom.
— E agora, chefe? O que vamos fazer com Madalena e a filha dela, Amara? Vamos colocá-las imediatamente no programa de p******o à testemunha?
Dom sentou-se no carro, exausto.
— Temos que decidir isso agora? Minha cabeça está estourando.
Jenny insistiu:
— Chefe, você sabe que Carlos tem homens por toda parte. Elas só estarão seguras se agirmos rápido.
Dom massageou as têmporas, visivelmente irritado.
— Eu sei disso, Jenny. Prometo que cuidarei disso depois. Agora só quero um minuto de paz.
Jenny cruzou os braços, mas manteve o tom profissional.
— Sem descanso por enquanto, chefe. Ainda temos muito trabalho pela frente.
Dom respirou fundo e se levantou.
— Certo. Vamos terminar isso logo. Brian, cuide da transferência de Carlos para a prisão no Brasil. E faça isso em segredo.
Brian assentiu, guardando sua arma.
— Deixa comigo, chefe.
No abrigo
Enquanto Amara dormia, Madalena observava ansiosamente a chegada dos agentes. Assim que viu Jenny e Dom, ela correu em direção a eles.
— E o Carlos? Por favor, digam que ele foi preso!
Jenny sorriu, tentando tranquilizá-la.
— Sim, ele está sob custódia. Agora você e sua filha estão seguras.
Madalena suspirou, aliviada.
— E agora? Para onde vamos?
Dom entrou no abrigo, colocando sua bolsa sobre a mesa.
— Vocês irão conosco para o Brasil. Depois, arrumaremos um lugar seguro para vocês viverem com novas identidades.
Madalena começou a chorar, emocionada.
— Eu não tenho palavras para agradecer. Finalmente estamos livres.
Ela abraçou Dom, que hesitou antes de retribuir.
— Fizemos apenas o nosso trabalho, senhora Madalena. Se não fosse pela sua ajuda, essa prisão não teria acontecido tão cedo.
Ela sorriu, ainda segurando o braço de Dom.
— Você salvou minha vida e a da minha filha. Não imagina o quanto eu rezava por esse momento.
Dom recuou suavemente.
— Agora precisamos que você arrume suas coisas. O avião já está esperando.
Madalena chamou Amara e começou a organizar tudo.
Jenny, observando a cena, sussurrou para Dom:
— Parece que você ganhou o coração de alguém aqui.
Dom olhou sério para ela.
— Não comece, Jenny.
Brian entrou na sala com um sorriso discreto.
— Deixa ele em paz, Jenny. Você sabe como o chefe é todo reservado.
Jenny deu de ombros e saiu rindo.
— Certo, “senhor advogado”.