Capítulo 33

1997 Palavras

Muitas horas haviam se passado, e Luís ainda não despertara. Dentro do quarto de hospital, Daniel e Samanta permaneciam em silêncio, observando o menor deitado na cama. O ambiente era dominado pelo som rítmico dos aparelhos médicos e pela respiração suave de Luís, tão tranquila que quase parecia inexistente. Naquele instante, ele parecia alheio ao mundo, livre de qualquer tormento. Daniel desejou, com todas as forças, que aquilo fosse verdade—que Luís nunca mais tivesse que carregar o peso da dor e do medo. Mas sabia que era um desejo impossível. Ele respirou fundo, lutando contra o aperto sufocante que tomava seu peito. Cada detalhe no rosto de Luís era um lembrete do que havia acontecido. A pele antes impecável estava marcada por hematomas profundos, manchas arroxeadas que não deveria

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