Capítulo 32

1210 Palavras

O clima frio do hospital parecia pressionar ainda mais os ombros de Daniel e Samanta enquanto esperavam no corredor estreito e impessoal. O ar carregava o cheiro estéril de desinfetante, misturado ao silêncio pesado que tornava cada minuto uma eternidade sufocante. Daniel passava as mãos pelo rosto repetidamente, um gesto mecânico, quase desesperado, como se tentasse apagar da mente a cena do quarto—o sangue, o caos, o olhar vazio de Luís, a figura inerte de Eduardo. A imagem se repetia como um pesadelo do qual ele não conseguia despertar. Ao seu lado, Samanta mantinha as mãos trêmulas unidas no colo. Seus dedos apertavam-se com força, até ficarem pálidos, mas ela não parecia perceber. O olhar perdido vagava pelo chão branco e brilhante, os olhos arregalados como se, de alguma forma, a r

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