Luís estava de pé ao lado do carro de Eduardo, os dedos crispados ao redor das alças da mochila, como se aquilo fosse o único elo que o mantinha ancorado à realidade. Ele havia pensado em diversas maneiras de evitar aquele momento. Poderia ter saído mais cedo. Poderia ter pegado um ônibus. Poderia ter simplesmente corrido. Mas sabia que nada disso adiantaria. Eduardo o encontraria em casa de qualquer jeito. E ele aprendeu da pior forma que adiar só piorava as coisas. Então, ele esperava. O vento frio da tarde roçava sua pele, mas o incômodo era pequeno comparado ao peso da ansiedade em seu peito. Tudo o que Luís podia fazer era desejar que o dia em que Eduardo fosse embora finalmente chegasse — que ele se ocupasse com a universidade, que encontrasse outra distração, que seguisse com a p

