83. Salvatore

1015 Palavras

Saí do quarto deixando o cheiro de café e a pele dela na minha boca. Eu disse que voltava antes do pôr do sol, agora eu tinha que fazer o mundo obedecer. O galpão no bairro industrial é onde guardamos o que não aparece em balanço: mapas, rotas, rostos. Lorenzo já estava na mesa grande, paletó claro, mangas dobradas. Don por escolha e por tédio zero. Dante encostado na janela aberta, cigarro apagado no canto da boca. Luca, atrasado e com cara de quem saiu de uma cama errada, chega no exato minuto que combinamos. Pontual por insolência. — Vamos começar — Lorenzo bateu o indicador no mapa. — "Eles" apertaram ontem. Hoje a cidade acorda nossa. Quem tá em cima do muro desce. Ou a gente puxa pelo tornozelo. Eu coloquei um envelope sobre a mesa. Fotos: Pietro, braço do Romano, entrando no me

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