Capítulo: A Escolha A viela era tão estreita que meus ombros quase raspavam nas paredes. Cada passo ecoava abafado, e o som da minha respiração parecia alto demais. A luz fraca de um poste pendurado tremeluzia como se prestes a apagar de vez. Quando alcancei a terceira casa à esquerda, parei. Porta azul descascada. Era ali. Puxei a camisa para baixo, escondendo melhor a faca, e olhei ao redor. Nenhuma alma à vista. Respirei fundo, testei a maçaneta. Estava destrancada. O interior cheirava a cigarro velho e mofo. A luz da rua entrava pelas frestas da janela quebrada. Móveis velhos, um colchão no chão, uma estante com algumas garrafas vazias. Andei devagar, atento a qualquer ruído. Me aproximei da cômoda e comecei a vasculhar. Nada. Uma gaveta trancada chamou minha atenção. Forçando a l

