capítulo 35

1774 Palavras

ISABEL (narrando) Eu nunca pensei que conseguiria olhar pra ele de novo sem sentir nojo, sem sentir raiva. Depois de tudo que ele fez... depois da forma como ele me tratou, como se eu fosse nada. Ele me humilhou. Me feriu de um jeito que nem todas as cicatrizes no meu corpo conseguem mostrar. Eu sangrei por causa dele — literalmente. Mas então... ele doou o próprio sangue. Corvo — Leonardo — fez aquilo. Eu vi nos olhos dele a culpa. A dor. Não era fingimento. Pela primeira vez, ele não estava se escondendo atrás daquela armadura de ferro e veneno. Ele estava ali, humano. Quebrado. E eu, que jurei nunca mais me permitir sentir nada por ele... senti. Não amor. Ainda não. Mas algo. Um começo. Uma faísca de compaixão. Talvez até de perdão. ISABEL (respira fundo, com a voz embargada) — Eu

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