Eu apertei o telefone contra o ouvido, ouvindo a voz de Isabel do outro lado da linha. Ela estava assustada, e eu não podia culpá-la. Ela tinha todo o direito de exigir respostas, mas eu não podia dar a ela o que queria. Pelo menos, não agora. Eu estava encostado contra a parede de um beco úmido, longe de olhares curiosos. Meus olhos varriam o entorno, atento a qualquer sinal de movimento. Cada segundo parado ali era um risco, mas eu precisava falar com ela. Precisava que soubesse que não estava sozinha, mesmo que isso significasse omitir partes da verdade. — Não fique brava comigo, Isabel. Eu só queria proteger você. Mas há coisas que você não pode saber ainda. Só confie em Marcos. Ele vai cuidar de você enquanto eu tento resolver isso. Vai ficar tudo bem. Mas nada estava bem. A verdad

