ISABEL A chuva caía como se o mundo inteiro quisesse chorar por nós. Eu não sabia o que fazer, como reagir. As palavras de Corvo, aquelas palavras que ecoavam de sua boca como gritos de desespero, começaram a me atingir de uma forma que eu não estava preparada. Ele estava ali, ajoelhado, com os olhos fixos em mim, como se estivesse tentando se livrar de um peso que eu nem sabia que ele carregava. Eu o vi se curvar, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente. Ele estava ali, me implorando com uma sinceridade que eu nunca imaginei ver em seus olhos. Ele falava, mas eu não conseguia absorver tudo de uma vez. As palavras dele se misturavam com o som da chuva, mas o peso do que ele dizia me atingia com uma intensidade que me deixava sem ar. CORVO (com a voz cheia de dor): — Isabel,

