Narrado por Corvo A chuva estava caindo forte, mas isso não me impediu de correr atrás dela. Cada passo que eu dava era um reflexo da angústia que me consumia. O som da água batendo no asfalto se misturava com o tamborilar do meu coração, acelerado e irregular. Isabel estava à frente, suas silhuetas desaparecendo entre a névoa da chuva, e eu não podia deixar que ela fugisse, não dessa vez. Eu a vi se afastando da boate, suas costas se tornando cada vez mais distantes. Ela não olhou para trás. Gritar o nome dela parecia inútil. Eu sabia que ela me odiava, sabia que o que fizera no passado a marcava de uma forma que eu nunca poderia apagar, mas algo em mim ainda acreditava que poderia alcançar o que restava de nós. CORVO (gritando, com desespero): Isabel! Mas ela não me ouviu. Seus passo

