ISABEL Eu estava parada ali, encarando minha própria imagem, e nada parecia certo. O short curto, o top justo... Cada pedaço de roupa me parecia um lembrete do que eu estava prestes a enfrentar. Aquele baile... Eu não conseguia esquecer o que aconteceu na última vez. Foi lá, naquele lugar, que a dor me consumiu, que o corte no meu pulso foi minha única fuga. As humilhações que ele me fez passar, o desprezo, as palavras cortantes... Tudo aquilo ainda doía, e eu não sabia como iria suportar mais uma vez. ISABEL (olha para Patrícia, com raiva e dor na voz): E lá... naquele baile, que me cortou o pulso... onde ele me fez me sentir tão inútil e humilhada. Como eu posso ir de novo? Patrícia me olhou com uma confiança que eu ainda não conseguia sentir em mim. Ela se aproximou, como se pudesse

