Contém cenas de sexo hétero do Hwan com a namorada, nada muito explicito e somente esse. Hwan é bissexual.
Park Hwan.
Aqueles que não me conhecem dizem que sou mesquinho, arrogante, grosseiro e antipático. Mas o que não sabem é o que eu passei para chegar até aqui. Vim de uma família simples e humilde, onde eu tinha um pai ausente porque ele sempre vivia viajando a negócios, era isso o que a gente pensava. No começo ele ficou três dias fora depois de uma semana e quando vimos já eram 6 meses fora, sem nos dar nenhuma satisfação. Quase um ano depois recebemos a notícia que ele havia morrido com um câncer.
Minha mãe batalhou muito para me criar e eu fiz de tudo para ajudar em casa, mas após a morte do meu pai ela entrou em uma depressão que foi ficando cada vez mais profunda. E aos 17 anos minha mãe me deixou, ela não aguentou e tirou sua própria vida. Então eu passei a cuidar de mim sozinho.
Aos 20 eu me encontrei na polícia, fiz cursos e ingressei nessa profissão. De onde eu não pretendo sair até não ter idade mais para trabalhar.
Não tive muitos namoros e nem ficantes, depois de perder meus pais meu foco era a minha profissão. Não sou muito exigente, se a pessoa me agradou seja homem ou mulher me deixo envolver.
Com 25 anos eu conheci Chung-jae, ela era doce, meiga, gentil e uma ótima companhia. Nos conhecemos em um barzinho perto da minha casa, era minha folga e eu estava exausto e resolvi sair para beber. Começamos a conversar e tínhamos muitas coisas em comum, ela era mais nova que eu apenas dois anos. Com ela a conversa fluía bem e nunca ficava sem assunto, uma semana depois saímos e nos beijamos pela primeira vez. Ela tinha um beijo gostoso e que me deixava de pernas bambas.
Um mês depois a pedi em namoro e posso dizer que foi os três anos mais felizes da minha vida. Eu amava fazer surpresas pra ela e dizer o quanto a amava, e eu não esqueço até hoje quando ela me deu a melhor notícia da minha vida, mas que também me deixou em choque no começo.
*Relembrando*
Hoje Chung-jae eu estamos completando três anos de namoro e decidi levar ela para um chalé. O clima está frio e pedi para deixarem tudo organizado, pedi também para deixarem o fondue já sobre a mesa em frente a lareira. Eu já tinha avisado ela que no final de semana eu a levaria em um lugar.
Ela trabalha como desenhista em uma loja de roupas de grife, no fim do expediente fui em uma floricultura e comprei suas flores favoritas, girassóis. Eu estava contente porque nas últimas semanas eu não estava muito presente por conta do trabalho, eu havia entrado para a Hongdae que era uma corporação que combatia o tráfico de drogas nas fronteiras do país. Passei em seu apartamento e ela já me esperava na portaria do prédio.
E lá estava ela, com seu sorriso doce e os olhos demonstrando a saudade que ela sentia de momentos assim, estacionei o carro e fui ao seu encontro pegando ela nos braços e girando. Sorria feito um bobo apaixonado, e talvez eu seja isso mesmo. A abracei forte e enfim beijei seus lábios com toda a saudade que cabia em mim, nos beijamos por um tempo e logo fomos para o carro.
ㅡ Posso saber onde vossa majestade irá levar essa simples plebéia? ㅡ Eu amo esse humor dela.
ㅡ Curiosidade matou o gato senhorita Park, mas logo verás teus aposentos.
Dei uma leve risada e o restante do caminho foi em um silêncio reconfortante, não demorou muito para chegarmos ao chalé. E ver sua reação ao entrar me fez abrir um sorriso enorme, porque a felicidade dela era a minha. Sai dos meus pensamentos quando senti seu abraço
e algo molhar minha camisa, trouxe ela para a frente da lareira e fui no carro buscar o buquê de flores que até agora ela não tinha visto. A sala estava decorada com flores e balões vermelhos, o fogo da lareira aquecia a sala deixando um calor gostoso, me ajoelhei em sua frente e falei o que tinha ensaiado mas esquecendo a metade pelo nervosismo.
Mas eu não sabia que também teria uma surpresa.
ㅡ Eu queria te falar algo bonito mas eu esqueci tudo o que tinha preparado, mas a razão de te trazer aqui foi para comemorar esses anos maravilhosos que passei ao seu lado. Obrigado por estar ao meu lado e me incentivar a seguir nessa carreira um tanto perigosa, obrigado por me dar o seu amor e carinho. Eu nunca pensei que sentiria algo assim por alguém até você chegar, eu te amo Chung-jae sempre vou te amar.
Ela chorava e eu também, era puro o que a gente sentia um pelo outro. Ela me abraçou forte e segurou meu rosto com as duas mãos, beijando cada parte do meu rosto e eu sorri com aquilo.
ㅡ Obrigada por isso amor, eu já te falei tanto isso mas é a verdade. Eu te amo de verdade Hwan e eu também tenho uma surpresa pra você, eu não sei como te contar isso então te preparei algo. Espero que você tenha a melhor reação possível.
Meu coração já acelerou e fiquei um pouco nervoso, ela foi até sua bolsa e tirou de lá uma caixa média. Veio até mim e com os olhos marejados me entregou, minhas mãos tremiam. Abri a caixa e quando eu vi o que tinha dentro meu coração parou de bater por um segundo, não era possível, eu seria pai? Tirei aquele teste da caixa e vi o positivo bem grande, e junto com o teste um par de sapatinhos.
Olhei para Chung-jae que chorava esperando minha reação, quando acordei daquele transe eu a trouxe para meus braços e a apertei dentro do meu abraço. Aquela era a melhor notícia da minha vida, eu só sabia chorar e dizer "obrigado" em seu ouvido.
No começo traz nervosismo e te faz pensar em várias coisas, será que vou ser um bom pai? Será que vou ser capaz de proteger ele ou ela de todo m*l? Mas também traz uma felicidade enorme por saber que o amor entre nós dois deu frutos, ficamos ali abraçados um ao outro trocando carícias e nos aquecendo em frente a lareira. Comemos as frutas com o chocolate e conversamos mais um pouco, deixamos pra organizar as coisas no outro dia e fomos para o quarto. Precisávamos de um banho.
Deixamos nossas bolsas na cômoda que tinha ali, fui para o banheiro e liguei a banheira deixando ela encher com a água quente. Coloquei sais de banho e fui até o quarto buscar a mulher da minha vida, a abracei por trás e com beijos pelo seu pescoço fomos ao banheiro. Desliguei a torneira e me concentrei em tirar suas roupas, Chung-jae gostava quando eu fazia isso. A cada peça tirada era um beijo depositado em sua pele.
Já nu entrei na banheira e meu corpo relaxou com a temperatura da água, puxei Chung-jae para se sentar entre minhas pernas com suas costas apoiada em meu peito, o clima estava agradável e eu levei minhas mãos até sua barriga que ainda estava sem nenhum relevo. Beijei seu pescoço e senti sua pele se arrepiar com o toque, e então sussurrei em seu ouvido com minha voz mais rouca e sexy.
ㅡ Que tal a gente comemorar de um jeito bem gostoso? Quero sentir sua pele na minha e te amar muito bem pelo melhor presente que você me deu. ㅡ Disse e mordi o lóbulo de sua orelha e ela gemeu baixinho.
ㅡ Humm, amor...eu amo quando você fala com essa voz rouca.
— É por isso que falo, porque sei que te deixo molhadinha pra mim. — Disse lhe beijando.
Enquanto beijava seu pescoço levei uma mão até seu seio e apertei, e a outra levei até sua i********e. Chung-jae tinha um corpo que me deixava louco, adentrei dois de meus dedos em sua i********e e apertei com mais força seu seio recebendo um gemido mais alto.
ㅡ Amor, vai logo… Ji, ahh. ㅡ Ela gemeu alto quando movimentei meus dedos mais rápido.
ㅡ Você me quer dentro de você amor? Quer me sentir indo fundo em você? ㅡ Ah eu amava provocar ela. Mas eu também tinha pressa de sentir nossos corpos juntos.
A água já começava a ficar fria quando saímos da banheira, ela queria f********o na banheira mas eu disse que faríamos na cama onde era mais confortável e eu não queria machucar nosso bebê, ela riu da minha cara. A sorte era que tinha aquecedor no quarto e
estava quentinho. A deitei na cama e beijei sua boca com fome, com desejo e com amor. Desci meus beijos por todo seu pescoço onde deixei mordidas e chupões, mas não para deixar marcas.
Ela tinha as mãos em minhas costas e quando abocanhei seu seio e chupei o bico já endurecido pelo prazer ela levou suas mãos até meu cabelo, onde apertou com força. Eu sabia que ela era sensível ali, brinquei com cada seio de Chung-jae fui descendo meus beijos por sua barriga até chegar entre suas pernas, onde passei minha língua por toda sua i********e e senti ela se contorcer gemendo meu nome.
Eu amava nossas preliminares e o quanto ela se entregava a cada momento de prazer nosso, eu sabia de todos os seus pontos sensíveis e abusava disso. Ouvindo ela pedir para eu não parar comecei a chupar seu c******s, intercalando em a penetrar com minha língua. Ela apertou meu cabelo com mais força quando coloquei um dedo dentro de sua i********e, estocando lento enquanto a chupava com gosto.
ㅡ A-amor... p***a Hwan anda logo com isso, e-eu não aguento mais amor, oh merda. ㅡ Ela sabia que eu amava quando ela dizia palavras sujas nesse momento.
Deixei uma última chupada em seu c******s e subi até sua boca onde beijei com vontade, chupando sua língua e mordendo seus lábios no final. Sem mais enrolação segurei meu m****o já dolorido pela base e posicionei em sua i********e, penetrando aos poucos e gemendo pela sensação de aperto. Mesmo depois de tanto tempo Chung-jae ainda continuava apertada, e eu amava essa sensação de aconchego.
ㅡ Amor, vai se mexe...
Apoiando minhas mãos ao lado de sua cabeça eu comecei a entrar e sair, o fato dela estar molhada fazia meu m****o entrar e sair com mais facilidade. Os gemidos tomavam conta de todo quarto e eu já sentia meu corpo ser tomado pelo suor, eu gemia rouco sentindo o prazer que era nosso sexo. Às vezes gostávamos de algo mais bruto, selvagem. Mas também gostávamos de algo leve e calmo onde sentíamos cada parte de nossos corpos, mas eu tinha medo de machucar nosso filho.
Enquanto eu estocava cada vez mais rápido eu levei minha boca até um de seus s***s e comecei a chupar seu bico durinho, Chung-jae gemia manhoso e puxava meus cabelos pedindo por mais, e eu dava aquilo que ela queria. Nossos corpos se chocando a cada movimento e suados pelo esforço e calor, durante nosso sexo eu uni nossas mãos e fixei meu olhar no seu, passei a fazer movimentos mais lentos e dizendo o quanto eu a amava. E entre gemidos, declarações de amor e promessas de um futuro juntos nós gozamos.
E foi um dos melhores orgasmos da minha vida, e ali, estava a mulher que seria minha futura esposa e mãe dos meus filhos.
Mas nem tudo são flores, né? A gravidez de Chung-jae no começo foi um pouco complicada, e um dia alguém tentou sequestrá-la. Depois disso eu contratei seguranças e um motorista pra ela, e passamos a morar juntos. Mas no dia do meu aniversário de 28 anos eu a perdi, estava no trabalho quando meu celular tocou e me avisaram do acidente. Um carro desgovernado bateu no em que minha namorada estava, o motorista estava bêbado e morreu na mesma hora. Chung-jae estava grávida de 8 meses, os médicos tentaram de tudo mas conseguiram salvar apenas nosso garoto. Sim íamos ter um lindo menino.
Park Ji-sang é seu nome, e ele foi a única coisa que restou do meu amor com Chung-jae. Hoje ele tem 1 ano e é a coisa mais preciosa da minha vida, e por ele eu dou a minha vida.
Agora aos 29 anos eu trabalho por ele, para Ji-sang ter o melhor. Desde que Chung-jae morreu eu não me envolvi com ninguém e nem quero, estou focado no meu filho e apenas isso.
Ninguém no mundo deveria passar pela dor de perder alguém que ama, é um sentimento horrível, é uma dor que nunca passa. Ela pode ser amenizada, mas nunca esquecida, sabe aquela madrugada que você não consegue dormir e vem aquela saudade? Aí então você começa a chorar no seu quarto porque sabe que nunca mais vai poder sentir o carinho e o aconchego daquela pessoa, e tudo que você queria naquele momento era alguém do seu lado pra dividir essa tristeza, mas você não fala nada a ninguém porque não quer que as pessoas pensem que você é fraco.
Perder alguém especial é como se naquele momento essa pessoa representasse o mundo para nós. A razão da nossa existência. De repente deixamos de sentir o tempo passar, deixamos de reparar no anoitecer ou no amanhecer, e dormir já não faz sentido, é como se viver fosse só num dia. Nem a meteorologia nos representa algo, a chuva, o vento, sol, calor, frio, nada significa. Apenas é um fundo vazio que em nada preenche a nossa alma magoada. Parece que os nossos olhos, abertos ou fechados, apenas vêm momentos dessa pessoa e nada mais à sua frente. Queremos tentar não chorar mas parece que há um impulso dentro de nós que tenta sair por encher o nosso vazio de sofrimento.
Após o choro sentimos um certo vazio frio na barriga e ao mesmo tempo um incômodo na garganta e na cabeça, como uma dor. Percebemos que daqui por diante nada seremos sem aquela pessoa e longos tempos infinitos se aproximam para acompanhar este nosso sofrimento solitário.
Não a dor maior na vida que a dor da perda, ela te sufoca, aperta o peito, dá um nó na garganta, uma vontade incontrolável de chorar, gritar, morrer.
O melhor remédio é o tempo, ele cura as feridas, mas as cicatrizes ficam para sempre, a saudade aumenta a cada dia, com o tempo começamos a ter lembranças melhores, às vezes até sentimos a presença da pessoa ao nosso lado. SE VOCÊ PERDEU ALGUÉM, CALMA !!! O TEMPO PASSA E ELE É O SEU MELHOR AMIGO NESSE MOMENTO.
E mesmo sendo muito recente a perda daquela que eu mais amei, prometi ser forte, por mim e por nosso filho. E se a vida quiser, eu vou aceitar a pessoa que ela me apresentar e talvez conseguir amar de novo.