Gustavo Narrando Eu olhei pra aquele velho lá, ainda tentando se segurar, mas não adiantava mais. Já tinha falado o que tinha que falar, jogado a real pra ele e deixado claro o que ia rolar. Não tinha mais jeito. Agora a mina era minha, e ele, coitado, já não tinha mais o que fazer. Aí, sem mais nem menos, eu dei o troco. Puxei a garota pelo braço, sem muita delicadeza, e ela até tentou se soltar, mas tava fraca, e as lágrimas desciam dos olhos dela como se o mundo tivesse desabado. Ela chorava muito, mas eu não tava nem aí. A vida nunca foi fácil, e agora ela ia aprender na prática o que é ter a vida mudada do dia pra noite. — Ah, vai ficar assim, fazendo esse drama todo? — falei, rindo da cara dela, sem muita paciência. — Se liga, gatinha, o mundo não vai parar de girar por causa do

