Acordo sozinho na cama. Sabia que iria acordar sozinho, mas havia algo se movendo por debaixo das cobertas. Eu senti ela me tocar ouvi seu gemidos gostosos, seus lábios quentes e molhados me envolvendo. Ergo a coberta e tinha uma abóbora chupando meu pênis.
Ah, essa abóbora chupa gostoso.
— Está jogando sujo, Sara.
— Nunca soube jogar limpo, marinheiro.
— Acabou a trégua. Cai fora.
— Não sei se é bem isso que você quer.
Ela me olhou provocativa e deslizou a língua pela ponta do meu p*u. Joguei a cabeça pra traz e contive o gemido.
Odeio estar entregue a essa maníaca.
— Sua pervertida. Não vai conseguir o que quer. — Ela ri alto e me aperta mais ainda em sua boca. Me odiei por ter ficado mais duro ainda.
Isso era quase um abuso s****l, mas que coisa, eu estava gostando.
— Eu sempre consigo o que quero. — Tá essa era nova nunca me olhou nos olhos assim. Ela havia mudado e era para pior.
Eu tava ferrado.
— E hoje você é o que eu quero.
Eu não sou bobo e ouvi bem o "hoje". Do tipo apenas hoje. Aí tô parecendo uma mulherzinha esperando que tudo dure pra sempre. Quer saber ninguém me provoca assim.
Grudei em seu cabelo e a puxei pra cima, fui por cima dela. E cometi o p**a do erro de olhar em seus olhos antes de beijar ela.
Eu tava perdido. Eu sempre estive.
— Por que você tinha que voltar! —
Disse antes de beijar ela. Aquela boca gostosa carnuda, eu mordia seus lábios de leve, enquanto a penetrava ela quente e apertada. Isso me deixava louco. Aumentei o ritmo sabia que não devia, mas eu queria rápido e gostoso. Porque o prazer com Sara me custava caro.
Muito caro.
— Você tem um p*u tão gostoso. Como eu senti falta de você.
— Não parece demorou três anos pra voltar.— Estoquei bem fundo querendo ela sentisse pouco de dor. Ela se encolheu e eu ri triunfante. Seguindo num ritmo forte até ela gozar e eu me unir a ela.
— Você é viciante. — Sara, falou por fim arfando. Eu sorri todo cheio. Queria ficar com ela ali. Queria f***r com ela o dia todo. Nunca mais deixar ela sumir da minha vida.
Porém eu não podia.
— Eu sei. — Beijei sua testa e levantei indo pro chuveiro. Minhas pernas ainda estavam moles e minha cabeça ainda girava. Gozar nela era melhor coisa do mundo. Mas meu cérebro ainda estava ali para me lembrar quem era a linda loira em minha cama e o perigo que ela representava para mim.
Liguei o chuveiro e pude ouvir o barulho dela vindo ficar comigo.
Sara abriu o box e entrou. Toquei seu rosto, e encaixei minha mão em sua nuca, fixei seu olhar no meu.
Ela era tão linda. E quando sorria assim. Ela sabia como me quebrar. A visão dela ali era bem difícil de soltar.
Abracei ela e deixei a água correr em nossos corpos. Já podia sentir que queria mais.
Eu sempre queria. Era a Sara. A droga da Sara.
Me forcei a sair do chuveiro.
— Eu preciso ir.— Eu m*l sabia o que falar. Ela me sorriu forçando os s***s pra frente.
Odeio essa mulher.
É quem diria que eu iria correr de uma mulher um dia. Mas sim eu estava correndo. Me enxuguei mau e vesti a primeira roupa que vi em minha frente, catei meu celular e saí vazado. Nem olhei para traz.
Vergonhoso pra um homem fazer isso. Ainda mais um tarado como eu.
— O que houve com você? Tá correndo do quê? — Samantha vinha em minha direção com uma xícara de café nas mãos.
— Têm uma assombração no meu quarto. Tenho que cair fora.
— Mas já. Você não é de nada mesmo. Samantha riu de mim e eu passei por ela. Ainda queria saber o que significava aquele roxo em seu pescoço. Mas não me atreveria a perguntar, ela era oposto da calma de Sam m*l terminaria a pergunta e já teria apanhado. Por isso apenas ganhei espaço até o corredor.
— Ah, vai rindo. Vai precisar de mim. Disse antes de sair.
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Sara
Eu sabia quer terminaria assim. Ainda assim fiquei um pouco triste. Queria que as coisas fossem mais fáceis entre nós. Mas nunca foram. Não foram assim há três anos e não seriam agora. Saio do chuveiro zangada.
Tudo bem não precisa correr de mim. Vai vê me tornei mesmo uma "assombração".
Em meu quarto eu visto uma roupa qualquer. Prometi levar meus lindos sobrinhos no parque.
Eu tô num desânimo que só, mas promessa é divida.
Desço as escadas e vejo Samantha sentada na sala com um livro em mão. Ela é viciada em Augusto Cury. Ela para de ler e sorri pra mim.
— Tô vendo que você conseguiu. — Me chama com gesto para sentar com ela.
— Foi fácil. — Falo ao sentar à sua frente.
— Ele saiu correndo. — Samantha ri debochada.
— Sabia que faria isso achei até que demorou mesmo.— Confesso rindo, sem passar o quanto isso me irritou.
— Você mudou mesmo. Se fosse antes você estaria chorando.
— Se fosse a Sara de antes nunca teria voltado. Basta ver que eu "fugi" dele.
Eu havia feito muito besteira era só uma menina assustada. Que tinha medo do futuro, medo de tudo. Eu não era mais assim.
Não, eu era forte agora.
— Não entendo por quê fez isso até hoje.
Samantha não aprovava o que eu fiz e pelo eu a conheço, ela não estava ao meu favor nessa. Erick era quase seu "filho" mais novo por assim dizer. Ele era ainda mais novo do que Sam que ela criou como se fosse seu filho. Ao que tudo indicava Erick era seu caçula, ou seja, ela o mimava e amava muito. O que me tornava a vilã que fez seu bebê sofrer.
Ninguém parou para ver que também sofri, que doeu em mim as decisões erradas que tomei. Sara a vilã da história, jamais teria direito a defesa ou a perdão?
— Erick me amava, mas nunca confiou em mim. Isso foi minando nosso relacionamento. — Me recusei a explanar melhor os fatos. Não queria explicar tudo a ela. Não queria falar sobre isso, mas me conhecia se ela me pressionasse um pouco mais, acabaria falando até o que não devia.
Eu sou forte agora. Não vou me esconder nem me lamentar. Vou vencer essa ou pelo menos sobreviver a mais essa.
— Acho que ficou difícil por estarem muito tempo longe um do outro.
— Ele sempre veio a cada quinze dias, assim como meu irmão. Toda vez que voltava, vinha pior. Os ciúmes eram intensos. As cenas ridículas e extravagantes. Ele estava tirando tudo de mim. Minha liberdade, meus amigos, minhas roupas. Eu não suportava mais.
— Eu sei, eu vi. Entendo pelo que passou. Só não entendo, porque não terminou com ele. Você devia isso a ele. Deixou ele no altar Sara!
— Eu fui covarde. Eu não queria terminar, amava ele. Tinha medo, medo de como seria minha vida depois de casados. Eu só estava confusa. Nosso casamento foi rápido demais.
— Vocês tinham dois anos juntos!
— Eu era só uma menina tinha acabado de completar dezoito anos.
— Você esperou por ele a vida toda, Sara. Desde quando era a garota invisível que ele nunca sequer reparou. Você mudou por ele, para que ele visse você. Quando finalmente conseguiu você desistiu.
Sim, foi basicamente isso. Mas história era bem mais complexa que isso. Não era fácil de resumir assim como ela estava colocando. Eu não queria explicar para ela. Mas sabia que cedo ou tarde teria que explicar a alguém. Erick não teve essa conversa comigo. Ele apenas aceitou e passou a me odiar. Eu tentei falar com ele umas mil vezes após o que fiz, mas ele simplesmente se negou a me ouvir. Samantha pelo menos estava tentando entender o que eu fiz. Sabia que ela não entenderia. Nem eu mesma entendia. Fui impulsiva e deixei o medo vencer.
Sabe como eu defino minhas atitudes agora? Fraqueza.
Eu fui fraca, frágil e mimada. Perdi tudo meu marido e meu filho, porque era fraca.
— Eu tinha medo desde que fiquei grávida ele me aprisionou. Eu parecia a garota de vidro. Tudo me faria m*l, me faria perder o bebê.
— Sim e você perdeu.
— Perdi, porque fugi dele e bati o carro no percurso. Eu sei o que fiz Samantha, eu fui inconsequente e "matei" meu filho. Acha que alguém no mundo tem mais raiva do que eu mesma pelo que fiz. Não! Eu me odeio pelo que fiz. Botei tudo a perder por medo. Medo do homem que eu amo. Droga! — Eu m*l me dei conta de estar chorando e vi Samantha vir me abraçar, eu chorei um pouco, mas logo a soltei e sequei meu rosto.
— Eu penso todos os dias na família que seríamos. No meu bebê correndo pela sala. Em como ele seria sendo pai. Em como eu seria como mãe. Na cor dos olhos do meu filho.
— Como você bateu o carro?
— Você deve lembrar que chovia muito no dia de nosso casamento. Nós havíamos discutido um dia antes por conta de um primo meu que me deu um abraço para me desejar felicidade. Foi ridículo o pobre coitado não sabe até hoje o que o seu abraço causou. Dormimos brigados e no outro dia era nosso casamento. Eu estava com raiva dele por suas insinuações e Eduardo disse que depois que casasse seria pior. Eu passaria a depender dele, ficaria sempre em casa, nunca sair e viver só para cuidar de meu filho. Eu nem queria ficar grávida. Mil coisas passavam pela minha cabeça então entrei no carro. Eu só queria pensar um pouco sozinha tinha muita gente em cima de mim. Todos falando que eu não devia casar só por estar grávida. Podíamos esperar um pouco mais. Eu só queria ficar sozinha. Não estava fugindo dele pelo menos não era essa a intenção. A intenção era voltar só que quando eu sentei na frente do volante do carro, eu sai em disparada.
— Aí você decidiu fugir? — Samantha concluiu por mim e fez o que todos fizeram.
— Acabei andado mais do que queria aí decidi voltar, mas a chuva estava forte e eu não vi o sinal fechado. Bati o carro em uma caminhonete a batida foi de leve, mas eu levei uma porrada na barriga por estar sem cinto. Minha gravidez era de risco e aquilo bastou e eu perdi meu filho com três meses e meio de gestação.
— Ele ficou tão triste quando viu que aquela demora toda não era só um atraso de uma noiva. Sam tentou acalmar ele como pôde, mas m*l sabia o que dizer. Eu fiquei sem saber o que fazer. Sara ele me abraçou chorando, eu nunca tinha visto ele chorar, o pai dele morreu e ele m*l chorou. Mas você acabou com ele.
— Eu nunca pude se quer pedir desculpas. Fiquei como a noiva fujona. Sem nunca querer fugir dele. Eu só queria falar com ele um pouco antes do casamento, mas ninguém deixou eu fazer. Ele não atendeu o celular, eu liguei para ele. Samantha eu só estava com medo. Porque o ciúme que ele tinha de mim estava acabando comigo. Eu o amava e amava meu bebê mesmo sendo só uma sementinha, eu amava. Erick disse que eu fiz de propósito e mantém isso até hoje. Mas juro eu não vi o sinal. Eu tava chorando muito e a chuva tava forte e vidro do carro tava bem embaçado. Eu não vi.
— Tudo bem calma, Sara. Eu entendo.
— Eu saí do hospital quatro dias depois ele nunca foi me ver. Então fui para a Bahia, porque era a única coisa que eu podia fazer para tentar reconstruir minha vida.
— Ele me perguntava como você estava. Teve um dia que ele foi até o hospital. Não sei, porque não entrou no quarto. Mas eu vi ele lá Sara. Sei que ele nunca vai admitir, mas ele queria te ouvir, falar com você.
— Talvez foi tarde de mais. Eu já tinha ido embora. Esperei por ele, liguei para ele feito uma condenada. Você sabia, eu m*l podia me levantar. Estava arrasada, sem forças para reagir. Me culpo até hoje por ter perdido meu filho. Mas aqueles dias foram os piores. Sei quem sou hoje, Samantha e o quanto me custou abandonar a culpa e meus medos. Acreditar que talvez lá no fundo eu ainda possa ser perdoada é o que me mantém viva.
— Podia ter voltado antes! — Erick entrava na sala. E eu dei um passo para trás assustada. Enxuguei meu rosto e o encarei, Samantha me olhou e fez menção em sair.
— Você fica, Samantha. — Erick disse irritado. Ela parou e me olhou confusa. A voz dele continha raiva e magoa. Eu engoli o choro e tentei ficar calma.
— Desde quando você estava ai? Perguntei assustada. Eu estava fraca e tinha tirado toda minha armadura de toda poderosa. Agora eu era a menina que ele conhecia, a mesma que falhou com ele e seu filho.
— Desde o começo. Voltei, porque não achei certo fugir de você como você fez comigo.
— Bom um dia teríamos que ter essa conversa.
— Sim, você me devia isso.
Samantha deu um passo para trás e saiu sem dizer uma palavra. Erick viu ela sair e fez um sinal negativo com a cabeça, é agora éramos só nós.
frase de título:
* Presidente Snow (Jogos Vorazes)