capítulo 13.

1275 Palavras
"Você acha que estou chamando? Você acha que eu estou chamando seu nome toda noite? Garota, eu me apaixonei por você" LSD | Genius feat. Sia, Diplo, Labrinth Semana de provas era uma das piores coisas pra mim. Eu sempre ficava estressada por não entender algum assunto e geralmente isso acontecia em matérias de exatas. Contas definitivamente não era minha praia. Eu era péssima em qualquer coisa que envolvia matemática. Só Deus sabe o sufoco que sempre passei por conta disso. Como minha prova era na terça-feira, eu fiquei estudando o final de semana inteiro. Sábado, às 8:00 eu já estava levantada, pronta para ir estudar. Só parei por volta das 12:30, que foi quando meu veio no meu quarto. Quando ele viu que eu não tinha parado de estudar ainda, ele reclamou horrores e me fez prometer que eu daria uma pausa. Eu só aceitei porque estava extremamente cansada. Exausta, eu diria. Assim que ele saiu do meu quarto, eu levantei da escrivaninha e me sentei na cama. Era bom sentir algo fofinho. Eu já estava com dores nas costas por causa daquela cadeira dura. Tomei coragem e me levantei, saí do quarto e fui para a cozinha, onde o cheiro de comida estava maravilhoso. Meu pai estava cozinhado algo para nós. - Qual o cardápio de hoje? - Perguntei, entrando na cozinha. - Lasanha. - Respondeu. - De frango? - De frango! - Confirmou, e eu sorri. Lasanha de frango do meu pai era uma coisa divina. Todos amavam, inclusive eu. Era tão saborosa e recheada! Nossa, fico salivando só de imaginar. - Ok. Quando ficar pronta, me chame! estarei na sala. - Ele assentiu, voltando a fazer as suas coisas. Eu saí da cozinha, indo para o próximo cômodo. A sala. Liguei a TV e coloquei num canal onde passava alguns desenhos. Por sorte, estava passando o meu favorito de todos os tempos. Bob esponja! Nossa, lembro que quando eu era pequena, meus pais sempre se fantasiavam de bob esponja e Sandy no halloween. Tinha virado uma tradição. Assim que tinha se passado uns 5 minutos, meu telefone tocou. - Você não vai acreditar. - Foi a primeira coisa que Elizabeth disse. - O que aconteceu? - Cara, eu nem sei como te contar isso, não sei nem por onde começar... - Começa pelo começo, oras! Eu sabia que, provavelmente, Elizabeth revirou os olhos profundamente. - Tá, tá! vamos lá: Christian me emprestou aquela jaqueta escura dele já faz muito tempo, eu até tinha esquecido que estava com ela. Acontece que, hoje eu fui dar uma limpada no meu guarda-roupa e acabei encontrando ela e decidi que iria levar pra ele. Pois bem, quando eu cheguei na casa dele, eu toquei a campainha e ninguém atendeu. Depois, eu percebi que a porta estava entreaberta. Eu sei que foi f**o, mas não consegui evitar de entrar. Não tinha ninguém no andar debaixo, então pensei em ir checar no quarto dele. - Ela deu uma pausa e eu pude ouvir sua respiração. - Quando eu cheguei no quarto dele e abri a porta, eu vi o Christin beijando um menino. Um menino, Oceana! Fudeu. Era só o que eu conseguia pensar. Fudeu pra c*****o! Eu não sabia o que m***a eu iria dizer pra ela. A verdade? - Por que você não disse nada? - Elizabeth me perguntou. - Porque... sei lá! Uau, grandes palavras. - Por que eu estou com a sensação de que você já sabia de tudo isso? - Elizabeth, eu... - Ela me interrompeu. - Meu Deus, é claro, é óbvio isso! você com toda certeza desse mundo já sabia disso, por isso você não demonstrou uma reação de surpresa ou algo desse tipo. Christian contou pra você e vocês esconderam isso tudo de mim! - O seu tom de raiva era evidente. - Elizabeth, você precisa entender! isso não é algo que eu poderia contar pra você sem a permissão do Christian! isso é algo particular dele. Você precisa me entender e principalmente, entender ele. - Eu quero que vocês se fodam! - E desligou. Eu não esperava uma reação diferente. Talvez eu estivesse um pouco surpresa por ela ter descoberto um pouco... cedo, mas não estava surpresa com a sua raiva. Isso era algo que eu tinha quase uma certeza que iria acontecer. Eu conheço Elizabeth e sei que uma das coisas que ela mais odeia nessa vida é mentiras. Ela odeia que escondam alguma coisa dela. Eu consigo entendê-la, eu também odeio mentiras! mas isso tudo não é sobre mim ou ela, sobre esconder ou contar algo! é sobre Christian, os sentimentos deles, como ele se sente e sobre como ele ama meninos e se odeia porque tem medo de decepcionar as pessoas por isso. Mandei uma mensagem para Christian, perguntando como ele estava e logo em seguida, mandei uma mensagem para Elizabeth, pedindo desculpas e falando que iria ver ela. Fui até a cozinha correndo. - Pai, eu preciso sair! - Agora? você nem comeu ainda! - Pai, é urgente! preciso sair agora mesmo. - Urgente? o que aconteceu? - Não precisa se preocupar, pai. Eu só preciso ir agora mesmo. - Tudo bem, então. Mas me ligue se precisar de alguma coisa. - Obrigada, pai. - Sorri para ele e saí dali. A última coisa que eu ouvi foi um "Cuide-se!" [...] chris: oceana, eu estou bem! mas preocupado com elizabeth, ela saiu da minha casa furiosa. você está com ela? Li a mensagem e rapidamente, enviei um áudio. eu: eu não estou com ela, mas estou indo atrás dela agora mesmo! você vai ficar bem sozinho? Ele ouviu no mesmo instante que mandei a mensagem de voz. chris: vou sim, relaxa! só estou preocupado com elizabeth... com a nossa amizade. você sabe como ela é. eu: eu sei. bom, eu estou chegando na casa dela! te aviso de tudo depois. chris: não vou conseguir ficar em casa... eu vou ir pra a casa dela também. me espere. E foi isso que eu fiz. Fiquei parada em frente a casa de Elizabeth esperando Christian por uns 7 minutos. Por sorte, ele morava perto dela. - Vamos? - Falei com Christian, assim que ele chegou em sua bicicleta. Estava todo suado, tadinho. Deve ter pedalando muito para chegar aqui o mais rápido possível. - Vamos. Christian estacionou sua bicicleta ao lado da minha e caminhamos em direção à porta de entrada. Toquei a campainha de Elizabeth umas três vezes e nada dela atender. Dava para ouvir vozes cochichando dentro da casa. - Ela está dentro de casa. - Christian falou o óbvio. - E eu acho melhor a gente desistir, ela não vai atender de jeito nenhum. Está com raiva. - Eu sei, eu sei... mas eu preciso conversar com ela, preciso explicar! - Talvez esse não seja o melhor momento, Chris. Vamos dar um tempo. Ele ficou alguns segundos sem dizer nada, apenas pensando. - É. - Foi tudo o que disse depois do silêncio. - Vamos. - O chamei para ir embora e ele veio comigo. Fomos até nossas bicicletas e quando íamos subir nelas para ir embora, a porta foi aberta pela mãe da nossa amiga. Em passos silenciosos, ela veio até nós e disse: - Crianças, me desculpem por isso! Elizabeth chegou em casa atordoada e me pediu para não deixar ninguém entrar aqui, principalmente vocês. Eu não sei o que aconteceu, mas só sei que ela não está bem. Independente do que tenha acontecido, peço que respeitem esse momento dela. Vocês conhecem ela! Ela estava certa, nós conhecíamos Elizabeth o suficiente para saber que isso iria acontecer.
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