capítulo 16.

608 Palavras
"Um toque e você me deixou maluco Mais alto do que eu já vi Você dá as cartas e eu sigo O Sol nasce mas a noite ainda é jovem Sem palavras, mas falamos em línguas Se você deixar, posso falar demais" Off my face | Justin Bieber Dessa vez, agradeci a Deus por ter dado tudo certo no meu sono. Quando acordei, estava um pouco mais calma e pronta pra começar o dia. Essa mudança de pensamento e de humor repentina tem um nome e sobrenome. Acredito que já estava óbvio qual é. Assim que eu soube que Conan perguntou sobre mim, eu me senti mas nuvens. Eu estava feliz como nunca. Para chegar mais rápido na escola, fiz questão de pedir carona pro meu pai e o falei para ser rápido. Ele estranhou o pedido e me questionou se tinha acontecido algo, eu só respondi que não e só queria chegar lá logo porque queria tirar um cochilo quando chegasse na sala. Eu sei, eu sei... foi uma péssima desculpa! o que importa é que meu pai não desconfiou de nada, riu e começou a puxar assunto sobre coisas que estavam passando na rádio. Chegamos na escola em pouco tempo. Saí do carro e me despedi do meu pai com um aceno de mão e um sorriso fraco. Caminhei até a entrada da escola e fui diretamente para o meu armário. Peguei meu caderno e livro da primeira aula. Era a aula que eu tenho junto com Conan. Será que ele estava lá? Eu esperava que sim. O sinal tocou, fazendo com que todos que estivessem nos corredores fossem para as suas determinadas salas. E eu fui para a minha. Os outros alunos entravam apressados, pois a aula já iria começar. Entrei e observei a sala, que estava cheia. Pude ver Conan sentado perto da janela. Por sorte, tinha uma cadeira vazia em sua frente. Me apressei logo para sentar ali, antes que alguém fosse lá e fizesse isso por mim. Assim que Conan me viu, ele abriu um leve sorriso e ficou me observando enquanto eu me ajeitava melhor no lugar. Coloquei minha mochila no chão e peguei tudo o que precisava para a aula. Era basicamente: caderno, livro, lápis e borracha. - Oi. - Me virei para trás, cumprimentando o garoto que estava ali. - Quanto tempo não te vejo. - Brincou. - Você está bem? - Eu estou bem sim. - Sorri levemente. - Obrigada por perguntar. E você? - Também estou. Eu achei que o assunto acabaria ali, mas assim que me virei para frente, ele falou comigo de novo. - Tá afim de escutar música? - Sério, Conan? na aula? - Qual é, Oceana! minhas músicas são boas. - Eu ri. - Se eu for pega, eu te mato! Ele me entregou um fone branco sem fio e eu o encaixei no ouvido esquerdo. Eu o escondi com o cabelo. Obrigada, Deus. A música que começou a tocar foi uma totalmente desconhecida para mim. Era boa e agitada. Enquanto a escutava, pensava que Conan estava escutando também e que provavelmente estava como eu. Quais seriam os seus pensamentos? Isso era uma coisa que eu jamais iria saber. [...] - Quer sair comigo hoje? - Meu coração acelerou com esse pedido inesperado. - Pra onde? - Questionei. E isso importava? eu iria pra qualquer lugar com ele! - Cinema. Saiu um filme que eu tava esperando há muito tempo e eu queria que você fosse junto… se você não quiser, está tudo bem. - Eu ri. - Eu quero. Pode ser ás 7? - Claro.
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